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	<title>Português Irado</title>
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	<description>O português mais irado do Brasil</description>
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		<title>PIADAS DE 1 A 15</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 15:30:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[PIADAS PARA RIR JUNTO COM OS ALUNOS]]></category>

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		<description><![CDATA[PIADA PARA RIR JUNTO COM OS ALUNOS Uma explicação importante. Quando eu estudava o antigo Curso Ginasial (equivalente ao Ensino Fundamental 5a/6o – 8a/9o ano), tive um professor de Matemática que marcou minha vida de estudante e foi exemplo de como um professor pode ensinar sem ser maçante: ele sempre tinha uma história divertida para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PIADA PARA RIR JUNTO COM OS ALUNOS</p>
<p style="text-align: center;">Uma explicação importante.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando eu estudava o antigo Curso Ginasial (equivalente ao Ensino Fundamental 5<sup>a</sup>/6<sup>o</sup> – 8<sup>a</sup>/9<sup>o</sup> ano), tive um professor de Matemática que marcou minha vida de estudante e foi exemplo de como um professor pode ensinar sem ser maçante: ele sempre tinha uma história divertida para contar. Quando percebia que nós estávamos desatentos ou mostrando cansaço durante suas aulas, ele dava um jeito de parar a aula sem que percebêssemos e contava sempre algo que nos fazia rir. Depois de estarmos descontraídos, ele voltava à aula de onde havia parado. Isso me ficou de lição de como um professor pode ensinar, sem ser chato, principalmente Matemática. Por isso, aqui vão algumas “istórias” que você, professor, pode usar em sua sala de aula, para rir com seus alunos.</p>
<p><span id="more-513"></span>_________________________________________________</p>
<p>PIADA 1</p>
<p>Uma moça acabara de acordar de um cirurgia plástica, quando o  médico entrou em seu quarto:</p>
<p>-       E então, doutor? Quando posso ir para casa? perguntou a paciente.</p>
<p>-       Amanhã a senhora pode ir embora. A operação foi um sucesso.</p>
<p>-       O senhor garante que não vai aparecer a cicatriz da operação?</p>
<p>-       Se a senhora usar roupa, garanto que ninguém a verá.</p>
<p>_______________________________________________</p>
<p>PIADA 2</p>
<p>Um menino quebrou a vidraça da casa do vizinho, ao jogar bola. O dono da casa pegou o menino pela braço e disse, muito furioso:</p>
<p>-       Ah! moleque! Por que não vai ajudar seu pai?</p>
<p>O garoto respondeu com a maior cara-de-pau:</p>
<p>-       Mas já estou ajudando. Meu pai é dono da vidraçaria&#8230;</p>
<p>________________________________________________</p>
<p>PIADA 3</p>
<p>Um fazendeiro, desses que falam pouco e pensam muito, encontra-se com um moço da cidade, que lhe pergunta:</p>
<p>-       Por quanto o senhor vende sua vaca?</p>
<p>-       Quero um milhão por ela! respondeu o homem.</p>
<p>-       Por esse preço compro uma motoca.</p>
<p>-       Compra, sim. Mas só quero ver o senhor tirar leite da motoca.</p>
<p>_____________________________________________</p>
<p>PIADA 4</p>
<p>Um apostador chega à casa lotérica que acaba de ter seu nome trocado para “Loja Treze”. Pergunta ao dono:</p>
<p>-       Pôs esse nome porque ganhou na loteria com o 13?</p>
<p>-       Não! Mudei porque no dia 13 os ladrões me roubaram 13 milhões&#8230;</p>
<p>_____________________________________________</p>
<p>PIADA 5</p>
<p>Durante um acidente de carro, onde uma loira bateu o seu carro na traseira de outro à sua frente, o policial a aborda e pergunta:</p>
<p>-       A senhora tem carteira?</p>
<p>E ela, responde, mostrando uma bolsa, tipo carteira:</p>
<p>-       Tenho, sim. E é bonita, né?</p>
<p>___________________________________________</p>
<p>PIADA 6</p>
<p>Dois adolescentes estão juntos. Um deles está estudando. O outro está na janela, observando o movimento da rua, quando passa uma mocinha que muito agrada ao rapaz da janela. Este, comenta com o amigo:</p>
<p>-       Eu acho que a Vera tem muitos predicados.</p>
<p>O amigo, que está estudando gramática, responde distraído:</p>
<p>-       Verbais ou nominais?</p>
<p>______________________________________________</p>
<p>PIADA 7</p>
<p>Um surdo entra na barbearia e trava o seguinte diálogo com o barbeiro, que não sabe dessa situação do freguês:</p>
<p>-       Bom dia! Quero cortar o cabelo.</p>
<p>-       Pois não! É um prazer atendê-lo.</p>
<p>-       Foi o que eu disse: cortar o cabelo.</p>
<p>-       Sei, sei. Não quer desvestir o casaco?</p>
<p>-       Eu, ingerir macaco? Nunca!</p>
<p>-       Hi! É hoje! Só quero lhe dar um bom trato.</p>
<p>-       Pode ser bom prato. Mas, eu não como carne de macaco.</p>
<p>-       Seu ouvido hoje está enguiçado&#8230;</p>
<p>-       Nem cozido, nem guisado. Não como!</p>
<p>-       Por favor, sente um pouco pra frente.</p>
<p>-       Nem quente, nem frio. Não como! Não insista!</p>
<p>-       Que barbaridade! Vou inclinar a cadeira para&#8230;</p>
<p>-       Pode me mandar para a cadeia. Carne de macaco não como!</p>
<p>-       Não disse isso! Posso começar?</p>
<p>-       Processar? Eu é que vou processá-lo por me obrigar a fazer o que não quero!</p>
<p>-       Tenha calma! Não se levante que ainda falta cortar&#8230;</p>
<p>-       Falta pagar o quê? Não fez nada! E passe bem com seus macacos!</p>
<p>E o freguês foi embora, deixando o barbeiro com cara de interrogação.</p>
<p>_____________________________________________</p>
<p>PIADA 8</p>
<p>A professora perguntou na classe, quem gostaria de ir para o céu. Todos levantaram a mão, menos Joãozinho. Admirada, a professora perguntou ao garoto:</p>
<p>-       Por que você não quer ir para o céu?</p>
<p>Joãozinho respondeu:</p>
<p>- Não posso porque mamãe recomendou que quando terminasse a aula eu viesse direto para casa.</p>
<p>_____________________________________________</p>
<p>PIADA 9</p>
<p>O marido disse à esposa:</p>
<p>-       Sabe que eu gostaria de ser um pássaro?</p>
<p>A mulher pensou um pouco e disse ao marido:</p>
<p>-       E eu gostaria de ser uma espingarda. De dois canos.</p>
<p>_______________________________________________</p>
<p>PIADA 10</p>
<p>Falta energia elétrica no bairro e os elevadores dos prédios estão parados. Dois moradores do 36<sup>o</sup> andar de um prédio, encontram-se na escadaria do 26<sup>o</sup> andar e um deles, notando o ar de desânimo do outro, diz:</p>
<p>-       Coragem! Faltam só dez andares para chegarmos. Por que esta tristeza?</p>
<p>- É que acabo de descobrir que a chave do meu apartamento ficou na portaria, lá embaixo.</p>
<p>____________________________________________</p>
<p>PIADA 11</p>
<p>O chefe flagrou o empregado saindo da barbearia durante o expediente. E chamou a sua atenção, dizendo:</p>
<p>-       O senhor não podia ir cortar o cabelo durante o expediente!</p>
<p>O empregado justificou-se:</p>
<p>-       Ué! O cabelo cresceu durante o expediente!</p>
<p>-       Cresceu fora do expediente também! retrucou o chefe.</p>
<p>Ao que o empregado respondeu:</p>
<p>-       Por isso eu só cortei o que cresceu durante o expediente.</p>
<p>___________________________________________</p>
<p>PIADA 12</p>
<p>O bêbado, agarrando-se no poste para não cair, diz para uma mulher que passa:</p>
<p>-       Feia!</p>
<p>A mulher, ofendida, responde:</p>
<p>-       Bêbado!</p>
<p>E o bêbado:</p>
<p>-       É, mas amanhã eu estarei bom, já você continua feia!</p>
<p>_______________________________________</p>
<p>PIADA 13</p>
<p>A professora está explicando sobre sujeito da oração e escreve no quadro a seguinte frase: <em>Alguém furtou meu dinheiro.</em> Pergunta então para um aluno:</p>
<p>-       Miguel, onde está o sujeito?</p>
<p>-       O sujeito? Deve estar gastando o dinheiro da senhora.</p>
<p>______________________________________________</p>
<p>PIADA 14</p>
<p>O filho chega em casa com o Boletim de Notas e deve mostrá-lo para a mãe tomar ciência. As notas existentes são baixas e o filho, para justificá-las, diz:</p>
<p>- Sabe, mãe, eu sou um aluno coerente. Já que estudamos orações reduzidas, tirei notas reduzidas!</p>
<p>________________________________________________</p>
<p>PIADA 15</p>
<p>Um agrônomo vai ao campo fazer visitas. Encontra um camponês que, toscamente, pisa as sementes que tira de uma bolsa a tiracolo, lançando-as à terra. O agrônomo  resolve ajudá-lo e o orienta dizendo:</p>
<p>-       Desse jeito, meu amigo, você não vai colher nem um grão de feijão.</p>
<p>Sorridente o capiau responde:</p>
<p>-       Claro, “doutô agrônimo”. Eu “tô prantando mio”.</p>
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		<title>TEXTO PARA INTERPRETAÇÃO 29 &#8211; Mães para um mundo novo (Nível Fundamental)</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 15:39:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensino Fundamental]]></category>
		<category><![CDATA[TEXTOS PARA INTERPRETAÇÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[TEXTO PARA INTERPRETAÇÃO 29 – Mães para um mundo novo (Nível Fundamental) O texto abaixo foi publicado há 28 anos atrás, e fala de um assunto muito presente nos dias de hoje. Neste texto, o autor desafia as mães. Leia para saber. MÃES PARA UM MUNDO NOVO Vivemos sonhando com o mundo novo: o mundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>TEXTO PARA INTERPRETAÇÃO 29 – Mães para um mundo novo (Nível Fundamental)</p>
<p>O texto abaixo foi publicado há 28 anos atrás, e fala de um assunto muito presente nos dias de hoje. Neste texto, o autor desafia as mães. Leia para saber.</p>
<p style="text-align: center;"><span id="more-509"></span>MÃES PARA UM MUNDO NOVO</p>
<p style="text-align: justify;">Vivemos sonhando com o mundo novo: o mundo do Bom Pastor, onde  a violência  ceda o lugar à paz, à justiça, à fraternidade. Para que o sonho se realize, o Bom Pastor é a última esperança. A penúltima são as mães, depositárias do amor infinito de Deus.</p>
<p>Quando vejo a violência praticada nas ruas contra pessoas indefesas, eu digo: “Será que não têm mãe, esses violentos? Antes de puxar o gatilho ou arremessar a faca, por que não pensam na aflição das mães dos violentados?”</p>
<p style="text-align: justify;">E quando vejo a violência legalizada dos homens do governo a impor cargas pesadas às costas do pobre, do trabalhador, do assalariado, eu digo: “Será que não têm mãe, esses senhores? Ao aprontarem pacotes econômicos tão desumanos, por que não pensam em como ficariam as senhoras mães deles, se elas não tivessem pão para dar a seus filho?”</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, antes de fazermos um discurso patético e comovente em homenagem às nossas mães, preferimos lançar a elas um grande desafio: o que é que elas podem fazer para deter a escalada da violência?</p>
<p style="text-align: justify;">Nossos jovens estão se metendo num caminho de violência. Mas nós, os adultos, não temos nem um pouco de razão para censurá-los, uma vez que somos mais violentos do que eles. Porque, enquanto eles se agitam e gritam nas praças de punho fechado, nós pais, homens de governo e homens de Igreja, baixamos leis e decretos insuportáveis. Enquanto eles quebram vidraças e incendeiam carros, nós fazemos massacre dos valores cristãos, da fé e dos mandamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Debaixo da cruz, estava a Mãe para receber o último suspiro do Inocente violentado. Com sua coragem e seu perdão, com suas lágrimas de amor, as mães dos violentos e dos violentados de hoje conseguirão derrotar a violência.</p>
<p style="text-align: right;">(Pe. Virgílio, SSP, Jornal <em>O Domingo</em>. São Paulo, Ed. Pia Sociedade de São Paulo, ano LII, n° 24, 13/05/1984)</p>
<p>_______________________________________________________________</p>
<p>1. No texto, encontramos as palavras <strong>violentos </strong>e<strong> violentados</strong>.      Que diferença de significado há entre elas?</p>
<p>2. Preencha adequadamente as lacunas do texto com as      palavras abaixo, fazendo as adaptações necessárias à frase.</p>
<p>Aflição – desumanos – discurso – indefesas – justiça – lançou – massacres – patético – violência</p>
<p><em>O conferencista _________ seu olhar demoradamente pela plateia. Depois, demonstrando certa ____________, iniciou seu ____________. Falou da _______ que se pratica contra pessoas____________. Finalizou em tom _________, acusando de __________ todos esses ____________ que abalam a ___________</em></p>
<p>3. Localize, no texto, e transcreva as palavras que tenham      os significados abaixo:</p>
<p>a)    amor ao próximo, convivência como irmãos __________________</p>
<p>b)    lançar com força para longe _______________________</p>
<p>c)    remissão da pena, indulto _________________________</p>
<p>4. Dá-se o nome de <strong>pacote</strong> a um pequeno embrulho. No texto, porém, pacote foi empregado com outro      significado. Qual?</p>
<p>5. O texto informa que vivemos sonhando com um mundo novo.      Como deveria ser esse mundo na opinião ao autor?</p>
<p>6. Como a violência tomou dimensões imensuráveis, o autor      aponta duas esperanças para que tenhamos um mundo novo. Quais são?</p>
<p>7. O autor faz referências a duas formas diferentes de      violência. Uma é praticada por bandidos, malfeitores, criminosos. Qual é a      outra?</p>
<p>8. Quando o autor diz que os adultos não podem censurar os      jovens, pretende mostrar que:</p>
<p>a. (   ) a violência é consequência da falta de amor das mães pelos filhos.</p>
<p>b. (   ) cabe à juventude, a culpa pela escalada abusiva da violência.</p>
<p>c. (   ) os atos da juventude são consequência dos exemplos dos adultos.</p>
<p>d. (   ) o governo é o verdadeiro culpado pela escalada da violência.</p>
<p>9. O autor faz uma pergunta: o que as mães podem fazer      para deter a violência? E sugere uma solução. Qual é?</p>
<p>10. Na sua opinião, a solução dada pelo autor é suficiente      para deter a escalada da violência em nossos dias?</p>
<p>(    ) sim          (     ) não          Por quê? ____________</p>
<p>_______________________________________________________________</p>
<p><span style="color: #ff0000;">Gabarito</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Questão 1.   Violentos – pessoas que praticam a violência.     Violentados – pessoas que sofrem com a ação violenta.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Questão 2.</span></p>
<p><em><span style="color: #ff0000;">O conferencista <strong>lançou</strong> seu olhar demoradamente pela plateia. Depois, demonstrando certa <strong>aflição</strong>, iniciou seu <strong>discurso</strong>. Falou da <strong>violência</strong> que se pratica contra pessoas <strong>indefesas</strong>. Finalizou em tom <strong>patético</strong>, acusando de <strong>desumanos</strong> todos esses <strong>massacres</strong> que abalam a <strong>justiça.</strong></span></em></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Questã0 3.  a. fraternidade           b. Arremessar          c. Perdão</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Questão 4.  Série de leis expedidas de uma só vez visando um determinado problema ou assunto.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Questão 5.  De paz, justiça e fraternidade</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Questão 6.   O Bom Pastor e as mães.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Questão 7.   A violência legalizada, que atinge a maioria das pessoas através de leis desumanas como as relacionadas à economia.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Questão 8. Alternativa c</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Questão 9.   As mães de hoje devem ter como exemplo a Mãe de Jesus e usar de coragem, perdão e lágrimas.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Questão 10. Resposta pessoal</span></p>
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		<item>
		<title>TEXTO 18 &#8211; Grafia de palavras escritas com z/s (com som de zê); s/c/ç (com som cê)</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 14:08:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[ATIVIDADES/EXERCÍCIOS]]></category>
		<category><![CDATA[Ortografia]]></category>

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		<description><![CDATA[TEXTO 18 – Grafia de palavras escritas com z/s (com som de zê);  s/c/ç (com som de cê). Texto para ditado. No zoológico, o garoto encantou-se com uma cutia. Fez amizade com ela e até pôde sentir na mão o focinho frio do bicho. Logo enjoou da novidade. Então, quis um pirulito que um homem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>TEXTO 18 – Grafia de palavras escritas com z/s (com som de zê);  s/c/ç (com som de cê). Texto para ditado.</p>
<p><span id="more-507"></span>No zoológico, o garoto encantou-se com uma cutia. Fez amizade com ela e até pôde sentir na mão o focinho frio do bicho. Logo enjoou da novidade. Então, quis um pirulito que um homem vendia num enorme tabuleiro. Depois, começou a correr pelas ruas do zoológico, fazendo estripulia. De repente, desapareceu. A mãe pegou a mochila do garoto e foi procurá-lo. Achou-o tentando jogar pedrinhas na goela de um hipopótamo.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>TEXTO PARA INTERPRETAÇÃO 28 &#8211; E agora, José? (Nível Médio)</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 13:26:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensino Médio]]></category>
		<category><![CDATA[TEXTOS PARA INTERPRETAÇÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[TEXTO PARA INTERPRETAÇÃO 28 – E AGORA, JOSÉ?  (Nível Médio) E AGORA, JOSÉ? ( Carlos Drummond de Andrade) E agora, José? A festa acabou, A luz apagou, O povo sumiu A noite esfriou, E agora, José? E agora, você? Você que é sem nome, Que zomba dos outros Você que faz versos Que ama, protesta? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>TEXTO PARA INTERPRETAÇÃO 28 – E AGORA, JOSÉ?  (Nível Médio)</p>
<p><span id="more-501"></span>E AGORA, JOSÉ?</p>
<p>( Carlos Drummond de Andrade)</p>
<p>E agora, José?</p>
<p>A festa acabou,</p>
<p>A luz apagou,</p>
<p>O povo sumiu</p>
<p>A noite esfriou,</p>
<p>E agora, José?</p>
<p>E agora, você?</p>
<p>Você que é sem nome,</p>
<p>Que zomba dos outros</p>
<p>Você que faz versos</p>
<p>Que ama, protesta?</p>
<p>II</p>
<p>E agora, José?</p>
<p>Está sem mulher</p>
<p>Está sem discurso,</p>
<p>está sem carinho,</p>
<p>já não pode beber,</p>
<p>já não pode fumar,</p>
<p>cuspir já não pode,</p>
<p>a noite esfriou,</p>
<p>o dia não veio,</p>
<p>o bonde não veio,</p>
<p>o riso não veio,</p>
<p>não veio a utopia</p>
<p>e tudo acabou</p>
<p>e tudo fugiu</p>
<p>e tudo mofou,</p>
<p>e agora, José?</p>
<p>III</p>
<p>E agora, José?</p>
<p>Sua doce palavra,</p>
<p>Seu instante de febre,</p>
<p>Sua gula e jejum,</p>
<p>Sua biblioteca,</p>
<p>Sua lavra de ouro,</p>
<p>Seu terno de vidro,</p>
<p>Sua incoerência,</p>
<p>Seu ódio – e agora?</p>
<p>Com a chave na mão</p>
<p>Quer abrir a porta,</p>
<p>Não existe porta;</p>
<p>Quer morrer no mar,</p>
<p>Mas o mar secou;</p>
<p>Quer ir para Minas,</p>
<p>Minas não há mais.</p>
<p>IV</p>
<p>José, e agora?</p>
<p>Se você gritasse,</p>
<p>Se você gemesse,</p>
<p>Se você tocasse</p>
<p>A valsa vienense,</p>
<p>Se você dormisse</p>
<p>Se você morresse&#8230;</p>
<p>Mas você não morre,</p>
<p>Você é duro, José!</p>
<p>Sozinho no escuro</p>
<p>Qual bicho-do-mato</p>
<p>Sem teogonia,</p>
<p>Sem parede nua</p>
<p>Para se encostar</p>
<p>Sem cavalo preto</p>
<p>Que fuja a galope,</p>
<p>Você marcha, José!</p>
<p>José, para onde?</p>
<p>1. Das possibilidades sugeridas pelo poeta para que José mudasse seu destino, a mais extremada está contida no verso:</p>
<p>a. (   ) “se você tocasse a valsa vienense”</p>
<p>b. (   ) “se você morresse”</p>
<p>c. (   ) “José, para onde?”</p>
<p>d. (   ) “quer ir para Minas”</p>
<p>2. Para o poeta, José só não é:</p>
<p>a. (   ) alguém realizado e atuante</p>
<p>b. (   ) um solitário</p>
<p>c. (   ) um joão-ninguém frustrado</p>
<p>d. (   ) alguém sem objetivo e desesperançado</p>
<p>3. José, de acordo com o texto, é um abandonado. Essa ideia está traduzida em que estrofe?</p>
<p>4. “A noite esfriou” é um verso que é repetido. Com isso, o poeta deseja:</p>
<p>a. (   ) deixar bem claro que José foi abandonado porque fazia frio.</p>
<p>b. (   ) traduzir a ideia de que José sentiu muito frio porque anoiteceu.</p>
<p>c. (   ) exprimir que, após o término da festa, a  temperatura caíra.</p>
<p>d. (   ) intensificar o sentimento de abandono, tornando-se um sofrimento quase físico.</p>
<p>5. Qual o verso que exprime concisamente que José é ninguém?</p>
<p>6. Qual é o verso que expressa essencialmente a ideia de um José sem rumo?</p>
<p>7. Assinale a afirmativa falsa a respeito do texto:</p>
<p>a. (   ) José é alguém bem individualizado e a ele o poeta se dirige com afetividade.</p>
<p>b. (   ) O ritmo dos sete primeiros versos da 5<sup>a</sup>. estrofe é dançante.</p>
<p>c. (   ) “Sem teogonia” significa: sem deuses, sem credo, sem religião.</p>
<p>8. Neste poema, o autor retrata uma situação social. Qual é?</p>
<p>______________________________________________________________</p>
<p><span style="color: #ff0000;">Gabarito</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">1. B        2. A       3. Na 2<sup>a</sup>. estrofe      4. D       5. “Você que é sem nome” (1<sup>a</sup>. estrofe)      6. “José, para onde?” (4<sup>a</sup>. estrofe)       7. A</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">8. Resposta pessoal. Mas deve reportar-se à situação de miséria e abandono em que vive grande parte das pessoas de baixa renda no Brasil.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>NOÇÕES DE MORFOLOGIA 27 &#8211; Conjunções coordenativas. Emprego.</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 15:56:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gramática]]></category>
		<category><![CDATA[Noções de Morfologia.]]></category>

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		<description><![CDATA[ROTEIRO N° 27 1 – TEMA: Noções de Morfologia. Conjunção coordenativa. Emprego. 2 – PRÉ-REQUISITO: Ler com compreensão. 3 – META: Ao final do estudo, você deverá ser capaz de: interpretar textos identificar e classificar as conjunções coordenativas entender o uso da conjunção e sua importância nas frases 4 – PRÉ-AVALIAÇÃO: O objetivo da pré-avaliação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ROTEIRO N</strong><strong>°</strong><strong> 27</strong></p>
<p>1 – TEMA: Noções de Morfologia. Conjunção coordenativa. Emprego.</p>
<p><span id="more-498"></span>2 – PRÉ-REQUISITO:</p>
<ul>
<li>Ler com compreensão.</li>
</ul>
<p>3 – META: Ao final do estudo, você deverá ser capaz de:</p>
<ul>
<li>interpretar textos</li>
<li>identificar e classificar as conjunções coordenativas</li>
<li>entender o uso da conjunção e sua importância nas frases</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">4 – PRÉ-AVALIAÇÃO: O objetivo da pré-avaliação é diagnosticar o quanto se tem conhecimento de um assunto. Para isso, basta que você responda à Auto-avaliação que está no final deste Roteiro, antes de ler qualquer texto existente nele. Se você alcançar um resultado igual ou superior a 80 pontos, não precisa estudar o assunto, pois você já o domina suficientemente. Caso contrário, vá direto para as Atividades de Estudo.</p>
<p style="text-align: justify;">5 – ATIVIDADES DE ESTUDO: Ler com entendimento é pré-requisito para se aprender qualquer coisa através da leitura. Por isso, leia o texto do anexo A para treinar sua interpretação. Embora a leitura dos anexos em si seja também interpretação de texto, ela é voltada para uma finalidade mais específica que é a aprendizagem dos conceitos gramaticais. O texto do Anexo A é mais genérico e serve de treinamento para a compreensão geral da língua. Portanto, faça o seguinte:</p>
<p>a) Tenha um dicionário de Português ao seu alcance, para consultá-lo sobre as palavras que você desconhece o significado;</p>
<p>b) Procure um lugar sossegado para ler os textos e fazer os exercícios;</p>
<p>c) Leia primeiro o texto; faça em seguida os exercícios; compare suas respostas com o gabarito e veja o que errou; retorne ao texto para verificar o porquê do erro.</p>
<p>6 – PÓS-AVALIAÇÃO: Após ter feito o estudo dos textos e os exercícios, responda às questões propostas na Auto-avaliação. Creio que você agora, acertará todas. Caso isso não aconteça, consulte as orientações dadas nas Atividades Suplementares.</p>
<p>7 – ATIVIDADES SUPLEMENTARES: Se você não conseguiu alcançar 80 pontos na Pós-avaliação, volte à leitura dos textos, agora com mais atenção. Sem pressa. A leitura com compreensão é a base da aprendizagem.</p>
<p>____________________________________________</p>
<p>ANEXO A – INTERPRETAÇÃO DE TEXTO</p>
<p style="text-align: center;">A PISCINA</p>
<p style="text-align: justify;">Era uma esplêndida residência, na Lagoa Rodrigo de Freitas, cercada de jardins e tendo ao lado uma bela piscina. Pena que a favela, com seus barracos grotescos se alastrando pela encosta do morro, comprometesse tanto a paisagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Diariamente desfilavam diante do portão aquelas mulheres silenciosas e magras, lata d’água na cabeça. De vez em quando surgia sobre a grade a carinha de uma criança, olhos grandes e atentos, espiando o jardim. Outras vezes eram as próprias mulheres que se detinham e ficavam olhando.</p>
<p style="text-align: justify;">Naquela manhã de sábado ele tomava seu gim-tônica no terraço, e a mulher um banho de sol, estirada, de maiô à beira da piscina, quando perceberam que alguém os observava pelo portão entreaberto.</p>
<p style="text-align: justify;">Era um ser encardido, cujos mulambos em forma de saia não bastavam para defini-la como mulher. Segurava uma lata na mão, e estava parada, à espreita, silenciosa como um bicho. Por um instante as duas mu-lheres se olharam, separadas pela piscina.</p>
<p style="text-align: justify;">De súbito, pareceu à dona da casa que a estranha criatura se esgueirava, portão adentro, sem tirar os olhos dela. Ergueu-se um pouco, apoiando-se no cotovelo e viu com terror que ela se aproximava lentamente: já transpusera o gramado, atingia a piscina, agachava-se junto à borda de azulejo, sempre a olhá-la, em desafio e agora colhia água com a lata. Depois, sem uma palavra iniciou uma cautelosa retirada, meio de lado, equilibrando a lata na cabeça – e em pouco sumia-se pelo portão.</p>
<p style="text-align: justify;">Lá no terraço, o marido, fascinado, assistiu a toda a cena. Não durou mais de um ou dois minutos, mas lhe pareceu sinistra como os instantes tensos de silêncio e de paz que antecedem um combate.</p>
<p>Não teve dúvida: na semana seguinte vendeu a casa.</p>
<p>____________________________________________</p>
<p>Vocabulário</p>
<p>Gim-tônica: bebida que consiste na mistura de gim, aguardente feita de cereais, com água tônica e limão.</p>
<p>___________________________________________</p>
<p>I – Nas questões 1 a 7, marque a alternativa que é sinônimo da palavra ou expressão em negrito:</p>
<p>1. “Era      um ser <strong>encardido</strong>…”</p>
<p>a. (   ) encarnado       b. (   ) feio        c. (   ) velho      d. (   ) sujo</p>
<p>2. “…      estava parada, <strong>à espreita</strong>,      silenciosa como um bicho.”</p>
<p>a. (   ) esperando       b. (   ) observando       c. (   ) rindo        d. (   ) pensando</p>
<p>3. “…      já <strong>transpusera</strong> o gramado…”</p>
<p>a. (   ) ganhara       b. (   ) desviara      c. (   ) ultrapassara     d. (   ) contornara</p>
<p>4. “…      sempre a olhá-la, <strong>em desafio</strong>…”</p>
<p>a. (   ) desconfiada          b. (   ) temerosa        c. (   ) indiferente         d. (   ) provocante</p>
<p>5. “…      iniciou uma <strong>cautelosa</strong> retirada…”</p>
<p>a. (   ) rápida          b. (   ) prudente       c. (   ) temerosa       d. (   ) vagarosa</p>
<p>6. “Lá      no terraço, o marido, <strong>fascinado,</strong> assistiu a toda a cena.”</p>
<p>a. (   ) deslumbrado           b. (   ) temeroso          c. (   ) entusiasmado          d. (   ) furioso</p>
<p>7. “Não      teve <strong>dúvida</strong>: na semana seguinte      vendeu a casa.”</p>
<p>a. (   ) duplicidade         b. (   ) vacilação         c. (   ) determinação     d. (   ) convicção</p>
<p>II – Marque a alternativa correta de acordo com o texto.</p>
<p>8. No      1º parágrafo podemos perceber que a esplêndida residência situava-se:</p>
<p>a. (   ) num lugar desabitado</p>
<p>b. (   ) próximo à encosta de um morro onde se alastrava uma favela</p>
<p>c. (   ) num bairro onde só havia residências luxuosas.</p>
<p>d. (   ) dentro da favela</p>
<p>9. No      início do 2º parágrafo temos: “<em>Diariamente      desfilavam diante do portão aquelas mulheres silenciosas e magras, lata      d’água na cabeça.</em>” Disto podemos concluir que:</p>
<p>a. (   ) as mulheres vendiam água.</p>
<p>b. (   ) as mulheres gostavam de desfilar com latas na cabeça</p>
<p>c. (   ) na favela não havia água</p>
<p>d. (   ) não havia água encanada na cidade</p>
<p>10. Ao      ver a mulher da favela entrar em seu jardim, a dona da casa ficou:</p>
<p>a. (   ) indiferente             b. (   ) furiosa       c. (   ) aterrorizada           d. (   ) alegre</p>
<p>11. Por que casa foi vendida?</p>
<p>________________________________________________</p>
<p><span style="color: #ff0000;">Gabarito</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">1. d       2. B      3. C       4. D       5. B       6. A       7. B     8. B     9. C    10. C</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;">11. A casa foi vendida porque o incidente fez com que seus donos passassem a temer os ha-bitantes da favela. Aquela pequena e rápida invasão poderia significar o início de uma série de invasões maiores.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">________________________________________________</span></p>
<p>ANEXO B – CONJUNÇÃO</p>
<p>No Roteiro 26, estudamos sobre as preposições. Vimos que sua função principal é unir palavras, relacionando-as entre si.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste Roteiro vamos estudar uma classe de palavras que também tem a função de unir, relacionar. Só que o âmbito de influência dessas palavras é muito maior: sua função é unir frases ou períodos. São as <strong>conjunções</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">O conhecimento sobre as conjunções é muito importante para o estudo da SINTAXE, pois são elas que unem as orações dando-lhes sentido de dependência (subordinadas) ou independência (coordenadas).</p>
<p>Concluímos que:</p>
<p><strong>Conjunção &#8211; é a palavra invariável que liga orações, relacionando-as entre si e acrescentando-lhes significados.</strong></p>
<p>Veja os exemplos:</p>
<ol>
<li>Caiu      <strong>e</strong> levantou-se.</li>
<li><strong>Ora</strong> cai, <strong>ora</strong> levanta-se.</li>
</ol>
<p>No 1° exemplo, temos duas ideias (ou ações): cair / levantar. São ideias opostas mas, por causa da conjunção “e” podemos inferir que:</p>
<ul>
<li>quem      caiu, não continuou no chão, pois levantou-se em seguida</li>
</ul>
<p>E quem relaciona as ideias entre os verbos é a conjunção “e”. A ideia ou mensagem é de adição, agrupamento de ações.</p>
<p>Já no 2° exemplo, são os mesmos verbos (cair – levantar) porém a ideia aqui apresentada é de contraste, oposição, alternância: ou uma coisa ou outra. Vemos então que as conjunções não apenas unem orações, mas também alteram-lhes o sentido.</p>
<p>Como dissemos, linhas atrás, as conjunções unem orações dando-lhes sentido de dependência ou independência. Veja o exemplo:</p>
<p style="text-align: center;"><em>A dona da casa viu a estranha e ficou aterrorizada</em>.</p>
<p>Temos aqui duas afirmativas:</p>
<ol>
<li>a      dona da casa viu a estranha</li>
<li>a      dona da casa ficou aterrorizada</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Essas duas afirmativas (ou orações) são independentes de sentido e a única palavra que as une é: <strong>e</strong>. É uma conjunção que coordena as ideias contidas em cada uma das orações.</p>
<p>Agora, observe as afirmativas abaixo:</p>
<p>1a. afirmativa = ninguém acreditou</p>
<p>2a. afirmativa = ele disse isso.</p>
<p>Essas duas afirmativas podem ser independentes entre si ou não, dependendo da conjunção que for usada. Veja:</p>
<ol>
<li>Ele      disse isso <strong>e</strong> ninguém ouviu.</li>
<li>Ninguém      ouviu o <strong>que</strong> ele disse.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Veja que na 1a. composição, a conjunção “e” dá ideia de adição, agrupamento, coordenação. O sentido da primeira não altera o sentido da segunda oração ou vice-versa.</p>
<p style="text-align: justify;">Na 2a. composição existe uma mudança de ideias introduzidas pela conjunção “que”: a ação de ouvir subordina a ideia daquilo que foi dito. Veja que as duas orações, nesse caso, precisam uma da outra para completarem o sentido da mensagem e quem faz essa ponte é a conjunção “que”. Quem ouve, ouve alguma coisa, não é mesmo?</p>
<p>No primeiro caso, temos uma <strong>conjunção coordenativa aditiva</strong>: <em>e</em>.</p>
<p>No segundo caso, temos uma <strong>conjunção subordinativa substantiva</strong>: <em>que</em>.</p>
<p>É importante sabermos diferenciar as conjunções coordenativas das subordinativas porque elas tem papel importante no estudo da Sintaxe.</p>
<p>_________________________________________</p>
<p>ANEXO C – AS  CONJUNÇÕES  COORDENATIVAS</p>
<p>Vimos no Anexo B que:</p>
<p><strong>Conjunção coordenativa &#8211; é aquela que estabelece o processo de coordenação das ideias entre as orações independentes (ou coordenadas).</strong></p>
<p>As conjunções coordenativas recebem um nome específico de acordo com o sentido que lhe é peculiar. São chamadas de:</p>
<p><strong>1. Aditivas</strong> – e, nem. (nem = e não)</p>
<p>As orações unidas por essa conjunção são marcadas por uma relação de adição ou exclusão.</p>
<p>Ex.: Chorou <strong>e</strong> riu.     Não chorou,<strong> nem</strong> riu.</p>
<p><strong>2. Adversativas</strong> – mas, porém, contudo, todavia, entretanto, apesar de.</p>
<p>Essas conjunções ligam orações independentes, acrescentando-lhes a ideia de contraste.</p>
<p>Ex.: Concordou com o pedido, <strong>entretanto</strong> impôs algumas regras.</p>
<p><strong>3. Alternativas</strong> – ou…ou; ora…ora; nem…nem; já…já; quer…quer;</p>
<p>Ligam duas orações de sentido distinto, indicando alternância das ideias contidas nas frases. Em geral, aparecem repetidas.</p>
<p>Ex.: <strong>Quer</strong> chova, <strong>quer</strong> faça sol, ele sempre aparece na praça.</p>
<p>Na guerra, <strong>ou</strong> se mata <strong>ou</strong> se morre.</p>
<p><strong>4. Conclusivas</strong> – logo, portanto, por isso, pois, por conseguinte, assim.</p>
<p>Ligam orações que exprimem conclusão ou consequência, relacionada a sua antecedente.</p>
<p>Ex.: Penso, <strong>logo</strong> existo.</p>
<p><strong>5. Explicativas</strong> – pois, porque, porquanto.</p>
<p>Ligam orações exprimindo uma explicação relacionada à ideia que a antecede.</p>
<p>Ex.: Eu acredito em você <strong>porque</strong> você é leal.</p>
<p>Observação:</p>
<p>É preciso estar atento à ideia contida nas frases para não confundir conclusão com explicação.</p>
<p style="text-align: justify;">No exemplo “Penso, logo existo.” a mensagem que transparece é: eu concluo que a minha existência é real em função de que eu penso. Se eu não pensasse, logo que não poderia existir. Como eu penso, concluo que existo.</p>
<p style="text-align: justify;">Já no exemplo “eu acredito em você porque você é leal”, a mensagem é: estou explicando a minha crença em você, há um motivo porque eu acredito em você = porque você é leal.</p>
<p>Se tentássemos substituir o “porque” por “logo” a mensagem seria totalmente alterada e ficaria sem nexo. Veja:</p>
<p style="text-align: center;">Eu acredito em você, <strong>logo </strong>você é leal.</p>
<p style="text-align: justify;">O emprego da conjunção conclusiva (logo) não cabe aqui, porque a ideia fica totalmente absurda. A lealdade de alguém não é o resultado ou consequência da crença de outros.</p>
<p>Portanto, esteja atento à mensagem que você quer transmitir para empregar a conjunção correta.</p>
<p>___________________________________________</p>
<p>Exercícios:</p>
<p>1. Utilize as conjunções abaixo para preencher as lacunas das frases, da maneira mais adequada:</p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="284" valign="top">
<p style="text-align: center;">Mas, porém,   portanto, ora, nem, e, logo, pois, quer</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<ol>
<li>Ele      estudou muito, _____________ será aprovado.</li>
<li>Os      pássaros aproximaram-se do viveiro       __________retiraram as migalhas de pão.</li>
<li>Saíremos      de casa, quer chova ______ não chova.</li>
<li>A maré      ora sobe, ________ desce.</li>
<li>Ele      não trabalha __________ estuda.</li>
<li>Ontem,      eu ia ao cinema, _________ choveu muito, ________ não pude sair.</li>
</ol>
<p>2. Una as orações, empregando conjunções coordenativas, de modo que a mensagem tenha significado coerente.</p>
<ol>
<li>Chove.      Faz sol.</li>
<li> As meninas gostam de bonecas. Os meninos      gostam de bola.</li>
<li>Você      é estudioso. Alcançarás todos os objetivos da prova.</li>
<li>Não      desanimes. Terás outra oportunidade.</li>
</ol>
<p>3. As orações abaixo estão ligadas por uma conjunção coordenativa. Classifique as conjunções de acordo com os tipos estudados neste Roteiro:</p>
<p>a. <strong>Ora</strong> trabalha, <strong>ora </strong>estuda.</p>
<p>b. Estudas muito, <strong>portanto </strong>vencerás.</p>
<p>c. Compre o livro <strong>e</strong> estude.</p>
<p>d. As meninas brincam com bonecas <strong>e</strong> os meninos jogam bola.</p>
<p>e. Estudei muito, <strong>porém</strong> não consegui aprovação.</p>
<p>f. Não fiques triste, <strong>pois</strong> terás outra oportunidade.</p>
<p>____________________________________________</p>
<p><span style="color: #ff0000;">GABARITO</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Questão 1.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">a. portanto      b. e    c. quer        d. ora     e. nem       f. porém, logo</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Questão 2.</span></p>
<ol>
<li><span style="color: #ff0000;"><strong>Ou</strong> chove <strong>ou</strong> faz sol. <strong>Ora</strong> chove <strong>ora</strong> faz sol.</span></li>
<li><span style="color: #ff0000;">As meninas gostam de bonecas <strong>e</strong> os meninos gostam de bola.</span></li>
<li><span style="color: #ff0000;">Você é estudioso, <strong>logo</strong> alcançarás todos os objetivos da prova.</span></li>
<li><span style="color: #ff0000;">Não desanimes, <strong>pois</strong> terás outra oportunidade. </span></li>
</ol>
<p><span style="color: #ff0000;">Questão 3.</span></p>
<ol>
<li><span style="color: #ff0000;">conjunção coordenativa alternativa</span></li>
<li><span style="color: #ff0000;">conjunção coordenativa conclusiva</span></li>
<li><span style="color: #ff0000;">conjunção coordenativa aditiva</span></li>
<li><span style="color: #ff0000;">conjunção coordenativa aditiva</span></li>
<li><span style="color: #ff0000;">conjunção coordenativa adversativa</span></li>
<li><span style="color: #ff0000;">conjunção coordenativa explicativa</span></li>
</ol>
<p>____________________________________________</p>
<p>AUTO-AVALIAÇÃO</p>
<p>1. Classifique as conjunções em destaque nas orações abaixo:</p>
<ol>
<li>Muitos se esforçam, <strong>mas</strong> poucos conseguem seus      objetivos.</li>
<li>O amor constrói <strong>e</strong> o ódio destrói.</li>
<li>Vale a pena os estudos, <strong>pois</strong> nos trazem benefícios.</li>
<li>Jairo se canditará a deputado <strong>ou</strong> tentará a presidência.</li>
<li>Não digas mentiras, <strong>pois</strong> a mentira tem pernas curtas.</li>
<li>Não poluas a terra, <strong>porque</strong> você precisa dela.</li>
<li>A garota tem boa vontade, <strong>portanto</strong> será bem sucedida.</li>
</ol>
<p>2. Relacione as orações em destaque às ideias que expressam:</p>
<p>1. adição, soma</p>
<p>2. Oposição, contraste</p>
<p>3. Alternância</p>
<p>4. explicação</p>
<p>5. conclusão</p>
<p>a. (   ) Estudou muito, <strong>mas não conseguiu aprovação</strong>.</p>
<p>b. (   ) <strong>Ora brigam, </strong>ora estão de bem.</p>
<p>c. (   ) Espere, <strong>pois haverá outras oportunidades.</strong></p>
<p>d. (   ) Todo homem é mortal; Pedro é homem,<strong> logo Pedro é mortal.</strong></p>
<p>e. (   ) Foi embora <strong>e nem disse adeus.</strong></p>
<p>f. (   ) Leio muito, <strong>pois quero instruir-me</strong>.</p>
<p>g. (   ) Estiveste lá, <strong>logo ouviste a notícia.</strong></p>
<p>h. (   ) Às vezes há mundos num grão de areia <strong>e nada num coração humano.</strong></p>
<p>i. (   ) <strong>Ou lutas contra a corrente</strong> ou serás levado por ela.</p>
<p>j. (   ) Esforçamo-nos muito, <strong>porém não conseguimos um bom resultado</strong>.</p>
<p>k. (   ) Patrícia é irrequieta, <strong>todavia tem bom coração.</strong></p>
<p>l. (   ) Não grite, <strong>porque aqui ninguém é surdo</strong>.</p>
<p>m. (   ) Tratei-o bem; <strong>portanto, ele reclama sem razão</strong>.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>____________________________________________</p>
<p><span style="color: #ff0000;">Gabarito</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Atribua 05 pontos para cada resposta correta. Considere-se apto se alcançar o total de 80 pontos.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Questão 1.</span></p>
<ol>
<li><span style="color: #ff0000;">coordenativa adversativa</span></li>
<li><span style="color: #ff0000;">coordenativa aditiva</span></li>
<li><span style="color: #ff0000;">coordenativa explicativa</span></li>
<li><span style="color: #ff0000;">coordenativa alternativa</span></li>
<li><span style="color: #ff0000;">coordenativa explivativa</span></li>
<li><span style="color: #ff0000;">coordenativa explicativa</span></li>
<li><span style="color: #ff0000;">coordenativa conclusiva</span></li>
</ol>
<p><span style="color: #ff0000;">Questão 2.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">a.( 2 )      b.( 3 )      c.( 4 )     d.( 5 )     e.( 1 )    f.( 4 )     g.( 5 )     h.( 1 )    i.( 3 )   j. ( 2 )      k.( 2 )       l.( 4 )     m.( 5 )</span></p>
<p>_________________________________</p>
<p>LEITURA REFLEXIVA</p>
<p style="text-align: center;">ODORICO PARAGUAÇU NOS TRIBUNAIS</p>
<p style="text-align: justify;">Quem escreve, seja o que for, não sendo literatura, deve guiar-se pelo lema de Churchill: “das palavras, as mais simples. Das mais simples, a menor.”</p>
<p style="text-align: justify;">Escrevo de Belo Horizonte, onde estou para, a convite do Tribunal de Justiça, falar, em sua sede, sobre o português de promotores, advogados e juízes. No auditório lotado, há também três desembargadores, todos bem-humorados, aprovando com o rosto e o menear de cabeça o que vou dizendo.</p>
<p style="text-align: justify;">“Quem são o desembargadores?”, pergunto às anfitriãs. O fotógrafo me chama para perto de sua camera e vai identificando um por um. “Ele podia também mostrar os gordos que dava no mesmo”, diz a jornalista encarregada de me entrevistar antes da conferência. Mas o trânsito do aeroporto de Confins à cidade estava um pouco engarrafado por causa das obras e cheguei em cima da hora. Deixamos a entrevistar para depois.</p>
<p style="text-align: justify;">O convite deve-se a <em>De onde vêm as palavras</em>, minha participação no programa <em>Controle Remoto</em>, dirigido por Dermeval Netto e apresentado semanalmente na <em>TV Estácio</em>, em que comentei o tal juridiquês. Um juiz viu o programa e me indicou como conferencista.</p>
<p style="text-align: justify;">O juridiquês está com os dias contados. Ninguém mais aguenta tanta empolação. A própria presidente do STF, a ministra gaúcha Ellen Gracie, endossa a campanha contra esse tipo de linguagem. Quem, entretanto, de-flagrou o combate no Brasil meridional foi o juiz Ricardo Roesler que, no início de carreira, em 1988, escreveu em despacho ou sentença: “O réu seja encaminhado ao ergástulo público”.</p>
<p style="text-align: justify;">O delegado, formado em Direito e novo no cargo, recebeu a ordem e passou a procurer um ergástulo na pequena cidade. Perguntava a todo mundo onde ficavam o ergástulo. Ninguém sabia. Dois dias depois a lei ainda não tinha sido cumprida. Ninguém encontrara o ergástulo público.</p>
<p style="text-align: justify;">O juiz soube do ocorrido e explicou que ergástulo era cadeia. “Mas por que ele não disse antes?”, perguntou um dos policiais, acrescentando: “Todo mundo onde fica a cadeia, mas ninguém sabe onde fica o ergástulo, que, agora sabermos, é a mesma coisa, com nome arrevesado.”</p>
<p style="text-align: justify;">Dezessete anos depois, o mesmo juiz é presidente da Associação de Magistrados Brasileiros em Santa Catarina e lidera a campanha contra o juridiquês.</p>
<p style="text-align: justify;">Eis alguns exemplos. O Supremo Tribunal Federal raramente é designado assim pelos advogados. Excelso Sodalício, Pretório Excelso, Egrégio Pretório e até um esquisito Alcândor Conselho. E sabem o que é originalmente ancândora, de onde veio ancândor? Poleiro! Os árabes chamam poleiro de ave de rapina, em geral em lugares muito altos, de ancândora. No intuito de elevar o STF nas invocações, advogados metidos a besta, sem saber, esculhambam a mais alta corte do país.</p>
<p style="text-align: justify;">Vocês sabem o que é exórdio, preâmbulo, proêmio, peça vestibular? A simples e prosaica petição inicial de todo processo. E cônjuge supérstite, sabem? Se o marido morre – os maridos em geral morrem primeiro, viram? – você pode dizer da mulher que ela ficou, não para titia, mas consorte sobrevivente ou cônjuge supérstite. Pois é assim que muitos advogados denominam a viúva ou o viúvo: cônjuge supérstite!</p>
<p style="text-align: justify;">E para terminar, só mais está. A polícia prendeu o assassino do empresário Nelson Schincariol. Isso foi em 2005. Os advogados foram ao Tribunal de Justiça, que manteve a prisão. Mas o despacho foi tão ambíguo que o assassino foi solto: a ordem judicial não foi entendida nem pelo juiz local!</p>
<p style="text-align: justify;">Quem escreve – colunas, sentenças, despachos, seja o que for, não sendo literatura – deve guiar-se pelo lema de Winston Churchill: “Das palavras, as mais simples. Das mais simples, a menor”.</p>
<p style="text-align: justify;">Seria de um divertido horror, o juridiquês, não nos desse tantos prejuízos, a começar por afastar o povo do Judiciário, onde o cidadão brasileiro pode buscar remedies indispensáveis, a começar pelos antídotos que a Justiça vem dando contra o veneno da Injustiça.</p>
<p style="text-align: right;">(DEONÍSIO DA SILVA, <em>A Língua Nossa de Cada Dia, </em>Novo Século Editora, Osasco, SP, 1a. Edição, 2007)</p>
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		<title>TEXTO PARA INTERPRETAÇÃO 27 – MODOS DE DIZER (Nível Fundamental)</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 14:26:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensino Fundamental]]></category>
		<category><![CDATA[TEXTOS PARA INTERPRETAÇÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[TEXTO PARA INTERPRETAÇÃO &#8211; MODOS DE DIZER  ( Nível Fundamental ) MODOS DE DIZER (Mário  Bachelet. Antologia Portuguesa. FTD, São Paulo, 1965) Uma vez um rei sonhou que todos os seus dentes lhe foram caindo da boca, um após outro, até não  ficar nenhum. Era no tempo em que havia magos e adivinhos. O rei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>TEXTO PARA INTERPRETAÇÃO &#8211; MODOS DE DIZER  ( Nível Fundamental )</p>
<p style="text-align: center;">MODOS DE DIZER</p>
<p style="text-align: right;"><strong><span id="more-463"></span>(Mário  Bachelet. </strong><strong><em>Antologia Portuguesa. </em>FTD, São Paulo, 1965)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez um rei sonhou que todos os seus dentes lhe foram caindo da boca, um após outro, até não  ficar nenhum. Era no tempo em que havia magos e adivinhos. O rei mandou chamar um deles, referiu-lhe o sonho e pediu-lhe que o decifrasse. O adivinho levou a mão à testa, pensou, pensou, consultou a sua ciência e disse:</p>
<p style="text-align: justify;">– Saiba Vossa Majestade que a significação do seu sonho é a seguinte: está para lhe suceder uma grande infelicidade. Todos os seus parentes, a rainha, os seus filhos, netos, irmãos, todos vão morrer sem ficar um só ante os olhos de Vossa Majestade.</p>
<p style="text-align: justify;">O rei entrou em cólera, ficou muito irritado e, chamando os guardas do palácio, mandou decepar a cabeça do adivinho que lhe profetizara coisas tão tristes.</p>
<p style="text-align: justify;">Estava o rei muito acabrunhado com o vaticínio, quando se aproximou um cortesão e lhe aconselhou que consultasse outro adivinho, porque a interpretação do primeiro podia estar errada e não devia Sua Majestade se afligir em vão.</p>
<p>O rei adotou o conselho, mandou chamar outro mago e lhe narrou o mesmo sonho, pedindo que o decifrasse.</p>
<p>O adivinho levou a mão à testa, pensou, pensou, consultou a sua ciência e disse:</p>
<p style="text-align: justify;">– Saiba Vossa Majestade que o seu sonho significa o seguinte: Vossa Majestade terá muitos anos de vida. Nenhum dos seus parentes lhe sobreviverá. Nem mesmo o mais moço e mais forte deles terá o desgosto de chorar a perda de Vossa Majestade.</p>
<p style="text-align: justify;">O rei, muito satisfeito, mandou encher o adivinho de presentes, deu-lhe muitas moedas de ouro, muitos diamantes, roupas de seda bordadas e um palácio para morar, nomeando-o adivinho oficial do reino.</p>
<p>No entanto, o segundo mago, que recebeu tais prêmios, disse a mesma coisa que o primeiro, que foi degolado. A única diferença foi a linguagem que ele empregou. Esta fez que ele recebesse prêmio em vez de castigo.</p>
<p>Interpretação do texto.</p>
<p>1. Cada um dos magos, antes de expor ao rei o significado do sonho, levou a mão à testa para, com este gesto, indicar&#8230;</p>
<p>a. (   ) medo da reação do rei</p>
<p>b. (   ) concentração de pensamento</p>
<p>c. (   ) respeito diante do rei</p>
<p>d. (   ) indecisão sobre o que falar</p>
<p>2. O rei ficou muito triste com o que o primeiro mago lhe dissera porque&#8230;</p>
<p>a. (   ) soube que logo perderia todos os seus familiares</p>
<p>b. (   ) soube que não viveria muito tempo</p>
<p>c. (   ) soube que ficaria sem o seu trono</p>
<p>3. Um cortesão deu um conselho ao rei, mas não sabemos com que palavras ele realmente se expressou. Coloque-se no lugar do cortesão e redija a frase que ele deve ter dito ao rei.</p>
<p>4. O segundo adivinho não provocou a irritação do rei. Por quê?</p>
<p>a. (   ) Porque ele deu a interpretação errada do sonho</p>
<p>b. (   ) Porque ele ficou calado diante do rei.</p>
<p>c. (   ) Porque ele apresentou o significado do sonho de modo agradável</p>
<p>5. A interpretação do segundo adivinho causou no rei a sensação de&#8230;</p>
<p>a.(   ) tristeza</p>
<p>b. (   ) admiração</p>
<p>c. (   ) satisfação</p>
<p>d. (   ) ira</p>
<p>6. A interpretação foi a mesma dada pelos dois magos. Qual a diferença existente entre uma e outra que levou o rei a ter reações diferentes?</p>
<p>a. (   ) O primeiro mago enfatizou o lado ruim do sonho (a morte de todos os familiares do rei); o segundo mago enfatizou o lado bom do sonho (o rei iria viver muito).</p>
<p>b. (   )  O primeiro mago usou de palavras grosseiras para dar a explicação do sonho; o segundo mago ficou calado diante do rei.</p>
<p>7. O texto de Mário Bachelet ensina que&#8230;</p>
<p>a. (   ) é melhor ficar calado para não sofrer as consequências.</p>
<p>b. (   ) não se deve dizer a verdade para não irritar os poderosos.</p>
<p>c. (   ) para tudo há dois modos de dizer a mesma coisa: o agradável e o desagradável.</p>
<p>__________________________________________________</p>
<p><span style="color: #ff0000;">GABARITO </span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">1. b       2. a      3. Resposta pessoal        4. c          5. c         6. a       7. c</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>TEXTO PARA INTERPRETAÇÃO 26 – SATÉLITE (Nível Médio)</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 15:09:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensino Médio]]></category>
		<category><![CDATA[TEXTOS PARA INTERPRETAÇÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[TEXTO PARA INTERPRETAÇÃO 21 – SATÉLITE  (Nível Médio) SATÉLITE (Manuel Bandeira) Fim de tarde. No céu plúmbeo A Lua baça Paira Muito cosmograficamente Satélite. Desmetaforizada, Desmitificada, Despojada do velho segredo de melancolia, Não é agora o golfão de cismas, O astro dos loucos e enamorados. Mas tão-somente Satélite. Ah! Lua deste fim de tarde, Demissionária [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>TEXTO PARA INTERPRETAÇÃO 21 – SATÉLITE  (Nível Médio)</p>
<p style="text-align: center;">SATÉLITE</p>
<p style="text-align: right;"><span id="more-460"></span>(Manuel Bandeira)</p>
<p>Fim de tarde.</p>
<p>No céu plúmbeo</p>
<p>A Lua baça</p>
<p>Paira</p>
<p>Muito cosmograficamente</p>
<p>Satélite.</p>
<p>Desmetaforizada,</p>
<p>Desmitificada,</p>
<p>Despojada do velho segredo de melancolia,</p>
<p>Não é agora o golfão de cismas,</p>
<p>O astro dos loucos e enamorados.</p>
<p>Mas tão-somente</p>
<p>Satélite.</p>
<p>Ah! Lua deste fim de tarde,</p>
<p>Demissionária de atribuições românticas,</p>
<p>Sem <em>show</em> para as disponibilidades sentimentais!</p>
<p>Fatigado de mais-valia,</p>
<p>Gosto de ti assim:</p>
<p>Coisa em si,</p>
<p>- Satélite.</p>
<p>_____________________________________________________</p>
<p>1. No texto, o poeta:</p>
<p>a. (   ) restringe-se a uma descrição rigorosa de um fim de tarde.</p>
<p>b. (   ) lamenta a morte das noites de sua juventude, pois já não pode contemplar a lua.</p>
<p>c. (   ) reduz a lua a um “golfão de cismas”.</p>
<p>d. (   ) manifesta o seu afeto à lua, independentemente de significações sentimentais que outros atribuíram a ela.</p>
<p>e. (   ) limita-se à narração de um episódio que ocorreu num fim de tarde.</p>
<p>2. O poeta afirma sua afeição à lua:</p>
<p>a. (   ) para fazer apologia do progresso científico.</p>
<p>b. (   ) para advertir que não estamos mais em tempo de dar vazão aos nossos sentimentos.</p>
<p>c. (   ) porque ela ainda é “o astro dos loucos e dos enamorados”.</p>
<p>d. (   ) para criticar a ausência de sentimento no mundo.</p>
<p>e. (   ) apesar de despojada da metáfora e do mito.</p>
<p>3. No contexto do poema as palavras <strong>plúmbeo </strong>e <strong>baça</strong> devem ser entendidas, respectivamente, como:</p>
<p>a. (   ) cinzento e fosca</p>
<p>b. (   ) lustroso  brilhante</p>
<p>c. (   ) molesto e brilhante</p>
<p>d. (   ) opaco e baixa</p>
<p>e. (   ) emplumado e embaçada</p>
<p>4. Assinale a alternativa que contém a expressão extraída do texto que pode ser substituída por “exclusivamente”, mantendo-se a máxima fidelidade ao sentido do poema:</p>
<p>a. (   ) cosmograficamente</p>
<p>b. (   ) agora</p>
<p>c. (   ) tão-somente</p>
<p>d. (   ) sem show</p>
<p>e. (   ) assim</p>
<p>5. Dentre as seguintes passagens extraídas do texto, assinale aquela que expressa um chamamento:</p>
<p>a. (   ) Fim de tarde</p>
<p>b. (   ) Ah! Lua deste fim de tarde</p>
<p>c. (   ) Despojada do velho segredo de melancolia</p>
<p>d. (   ) Não é agora o golfão de cismas</p>
<p>e. (   ) Fatigado de mais-valia</p>
<p>__________________________________________________________</p>
<p><span style="color: #ff0000;">Gabarito:</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">1. D     2. E        3. A      4. C         5. B</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Texto para interpretação 25 – CINZAS DA INQUISIÇÃO (Nível Médio)</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 14:25:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensino Médio]]></category>
		<category><![CDATA[TEXTOS PARA INTERPRETAÇÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[TEXTO PARA INTERPRETAÇÃO 20 – CINZAS DA INQUISIÇÃO - NÍVEL MÉDIO CINZAS DA INQUISIÇÃO 1.         Até agora fingíamos que a Inquisição era um episódio da história europeia, que tendo durado do século XII ao século XIX, nada tinha a ver com o Brasil. No máximo, se prestássemos muita atenção, íamos falar de um certo Antônio José [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>TEXTO PARA INTERPRETAÇÃO 20 – CINZAS DA INQUISIÇÃO - NÍVEL MÉDIO</p>
<p style="text-align: center;">CINZAS DA INQUISIÇÃO</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-457"></span>1.         Até agora fingíamos que a Inquisição era um episódio da história europeia, que tendo durado do século XII ao século XIX, nada tinha a ver com o Brasil. No máximo, se prestássemos muita atenção, íamos falar de um certo Antônio José – o Judeu, um português de origem brasileira, que foi queimado porque andou escrevendo umas peças de teatro.</p>
<p style="text-align: justify;">2.          Mas não dá mais para escamotear. Acabou de se realizar um congresso que começou em Lisboa, continuou em São Paulo e Rio, reavaliando a Inquisição. O ideal seria que esse congresso tivesse se desdobrado por todas as capitais do país, por todas as cidades, que tivesse merecido mais atenção da televisão e tivesse sacudido a consciência dos brasileiros do Oiapoque ao Chuí, mostrando àqueles que não podem ler jornais nem frequentar as discussões universitárias o que foi um dos períodos mais tenebrosos da história do Ocidente. Mas mostrar isso, não por prazer sadomasoquista, e sim para reforçar os ideais de dignidade humana e melhorar a debilitada consciência histórica nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">3.          Calar a história da Inquisição, como ainda querem alguns, em nada ajuda a história das instituições e países. Ao contrário, isto pode ser ainda um resquício inquisitorial. E no caso brasileiro essa reavaliação é inestimável, porque somos uma cultura que finge viver fora da história.</p>
<p style="text-align: justify;">4.          Por outro lado, estamos vivendo um momento privilegiao em termos de recons-trução da consciência histórica. Se neste ano (1987) foi possível passar a limpo a Inquisição, no ano que vem será necessário refazer a história do negro em nosso país, a propósito dos cem anos da libertação dos escravos. E no ano seguinte, 1989, deveríamos nos concentrar para rever a “república” decretada por Deodoro. Os próximos dois anos poderiam se converter em um intenso período de pesquisas, discussões e mapeamento de nossa silenciosa história. Universidades, fundações de pesquisa e os meios de comunicação deveriam se preparar para participar desse projeto arqueológico, convocando a todos: “Libertem de novo os escravos”, “proclamem de novo a República”.</p>
<p>5.          Fazer história é fazer falar o passado e o presente, criando ecos para o futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">6.          História é o anti-silêncio. É o ruído emergente das lutas, angústias, sonhos, frus-tações. Para o pesquisador, o silêncio da história oficial é um silêncio ensurdecedor. Quando penetra nos arquivos da consciência nacional, os dados e os feitos berram, clamam, gritam, sangram pelas prateleiras. Engana-se, portanto, quem julga que os arquivos são lugares de poeira e mofo. Ali está pulsando algo. Como um vulcão aparentemente adormecido, ali algo quer emergir. E emerge. Cedo ou tarde. Não se destrói totalmente qualquer documentação. Sempre vai sobrar um herege que não foi queimado, um judeu que escapou ao campo de concentração, um dissidente que sobreviveu aos trabalhos forçados na Sibéria. De nada adiantou àquele imperador chinês ter queimado todos os li-vros e ter decretado que a história começasse por ele.</p>
<p>7.          A história começa com cada um de nós, apesar dos reis e das inquisições.</p>
<p style="text-align: right;">(SANT’ANNA, Affonso R. de. <em>A raiz quadrada do absurdo.</em> Rio de Janeiro, Editora Rocco, 1989)</p>
<p>1. Tendo em vista o desenvolvimento do texto, assinale a opção que justifica o título “Cinzas da Inquisição”:</p>
<p>a. (   ) A Inquisição se transformou em cinzas e deve ser arquivada.</p>
<p>b. (   ) A valorização da dignidade do ser humano é ponto básico da história da Inquisição.</p>
<p>c. (   ) A Inquisição deixou marcas que devem levar a uma reflexão.</p>
<p>d. (   ) A discussão dos fatos relacionados à Inquisição tem se  mostrado infrutífera.</p>
<p>e. (   ) A lembrança dos fatos da Inquisição não conseguiu melhorar o futuro.</p>
<p>2. Assinale a opção em que há erro na relação entre a ideia e o parágrafo indicado entre parenteses:</p>
<p>a. (   ) Os brasileiros supunham que a Inquisição pertencesse somente à história da Europa. (1º parágrafo)</p>
<p>b. (   ) Foi realizado um congresso com o intuito de reavaliar a Inquisição. (2º parágrafo)</p>
<p>c. (   ) A História estabelece relações entre o passado e o futuro. (3º parágrafo)</p>
<p>d. (   ) O momento é propício para fazermos uma reflexão sobre importantes fatos de nossa história. (4º parágrafo)</p>
<p>e. (   ) A história tem sua força própria, ela grita e aparece, apesar de todos os obstáculos. (6º parágrafo)</p>
<p>3. Com relação aos cem anos da libertação dos escravos e aos cem anos da Proclamação da República, pode-se afirmar, de acordo com o texto, que:</p>
<p>a. (   ) é necessário comemorar as várias conquistas feitas ao longo desses anos.</p>
<p>b. (   ) tanto a libertação dos escravos quanto a Proclamação da República precisam ser revistas e repensadas.</p>
<p>c. (   ) têm sido convocados mais pesquisadores para estudar esse período de nossa história.</p>
<p>d. (   ) esses assuntos vêm sendo constantemente abordados nas universidades brasileiras.</p>
<p>e. (   ) o governo deve dar a essas datas históricas a mesma importância que dá a outras.</p>
<p>4. O paradoxo da expressão “um silêncio ensurdecedor” indica que o silêncio:</p>
<p>a. (   ) provoca alienação e torpor</p>
<p>b. (   ) leva à paralisação e à inércia</p>
<p>c. (   ) gera atos de violência e loucura</p>
<p>d. (   ) atordoa e aflige</p>
<p>e. (   ) causa temor e respeito</p>
<p>________________________________________________________________</p>
<p><span style="color: #ff0000;">Gabarito:</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">1. C         2. C          3. B         4. D</span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>LITERATURA 4 &#8211; A Prosa Trovadoresca Portuguesa</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 15:30:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos e Períodos Literários]]></category>

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		<description><![CDATA[LITERATURA &#8211; ROTEIRO N° 04 1 – TEMA: A Prosa trovadoresca e suas principais características. 2 – PRÉ-REQUISITO: Ler com compreensão. Conhecer os principais eventos históricos de povos europeus, principalmente de Portugal. 3 – META: Ao final do estudo, você deverá ser capaz de: interpretar textos relacionar o período literário da língua portuguesa aos principais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>LITERATURA &#8211; ROTEIRO N</strong><strong>°</strong><strong> 04</strong></p>
<p>1 – TEMA: A Prosa trovadoresca e suas principais características.</p>
<p>2 – PRÉ-REQUISITO:</p>
<ul>
<li>Ler com compreensão.</li>
<li>Conhecer os principais eventos históricos de povos europeus, principalmente de Portugal.</li>
</ul>
<p>3 – META: Ao final do estudo, você deverá ser capaz de:</p>
<ul>
<li>interpretar textos</li>
<li>relacionar o período literário da língua portuguesa aos principais eventos históricos ocorridos em Portugal</li>
<li>identificar as características da prosa trovadoresca</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-452"></span>4 – PRÉ-AVALIAÇÃO: O objetivo da pré-avaliação é diagnosticar o quanto se tem conhecimento de um assunto. Para isso, basta que você responda à Auto-avaliação que está no início deste Roteiro, antes de ler qualquer texto existente nele. Se você alcançar um resultado igual ou superior a 80 pontos, não precisa estudar o assunto, pois você já o domina suficientemente. Caso contrário, vá direto para as Atividades de Estudo.</p>
<p style="text-align: justify;">5 – ATIVIDADES DE ESTUDO: Ler com entendimento é pré-requisito para se aprender qualquer coisa através da leitura. Portanto, faça o seguinte:</p>
<p>a) Tenha um dicionário de Português ao seu alcance, para consultá-lo sobre as palavras que você desconhece o significado;</p>
<p>b) Procure um lugar sossegado para ler os textos e fazer os exercícios;</p>
<p style="text-align: justify;">c) Leia primeiro o texto; faça em seguida os exercícios; compare suas respostas com o gabarito e veja o que errou; retorne ao texto para verificar o porquê do erro.</p>
<p style="text-align: justify;">6 – PÓS-AVALIAÇÃO: Após ter feito o estudo dos textos e os exercícios, responda às questões propostas na Auto-avaliação. Creio que você agora, acertará todas. Caso isso não aconteça, consulte as orientações dadas nas Atividades Suplementares.</p>
<p style="text-align: justify;">7 – ATIVIDADES SUPLEMENTARES: Se você não conseguiu alcançar 80 pontos na Pós-avaliação, volte à leitura dos textos, agora com mais atenção. Sem pressa. A leitura com compreensão é a base da aprendizagem.</p>
<p>______________________________________________________________</p>
<p>AUTO-AVALIAÇÃO</p>
<p style="text-align: justify;">Responda às questões abaixo antes de ler qualquer texto deste Roteiro. Atribua 7 pontos para cada resposta correta. Se você alcançar 80 pontos na soma total, parabéns! Você não precisa estudar este Roteiro, pois já domina suficientemente o conteúdo existente nele. Caso contrário, leia as orientações das Atividades de Estudo.</p>
<p>1. Assinale a alternativa correta:</p>
<p>a. (   ) Não houve prosa no período trovadoresco.</p>
<p>b. (   ) A prosa, no período trovadoresco, sofreu influência provençal.</p>
<p>c. (   ) A prosa do período trovadoresco era exclusivamente histórica.</p>
<p>d. (   ) A prosa do período trovadoresco era literariamente inferior à poesia do mesmo período.</p>
<p>2. Hagiografias são:</p>
<p>a. (   ) relatos históricos             b. (   ) biografias de reis</p>
<p>c. (   ) biografias de santos        d. (   ) biografias de trovadores</p>
<p>3. Nobiliários são:</p>
<p>a. (   ) a mesma coisa que livros de linhagem</p>
<p>b. (   ) biografias de reis</p>
<p>c. (   ) coletâneas de poemas escritos por nobres</p>
<p>d. (   ) as leis da Igreja Católica, que proibiam casamentos entre nobres com determinadas relações de parentesco.</p>
<p>4. As novelas de cavalaria encontradas em Portugal:</p>
<p>a. (   ) foram escritas em latim</p>
<p>b. (   ) são traduções de originais estrangeiros</p>
<p>c. (   ) são poemas líricos</p>
<p>d. (   ) são poemas que celebram feitos amorosos e guerreiros de cavaleiros andantes</p>
<p>5. <em>Amadis de Gaula</em>:</p>
<p>a. (   ) é uma novela de origem controvertida.</p>
<p>b. (   ) tem Lancelote como personagem principal.</p>
<p>c. (   ) é uma cantiga de amor</p>
<p>d. (   ) deu origem ao ciclo clássico na literatura portuguesa</p>
<p>6. Na Idade Média, a Historiografia era representada pelos(as):</p>
<p>a. (   ) hagiografias              b. (   ) nobiliários</p>
<p>c. (   ) cronicões                  d. (   ) pelas novelas de cavalaria</p>
<p>Leia o texto para responder às questões de 7 a 14.</p>
<p style="text-align: justify;">“A Prosa Portuguesa, que ensaia literariamente seu aparecimento em fins do século XIV e princípios do século seguinte, surge representada, neste primeira época, pelas novelas de cavalaria e pelos tratados doutrinais de caráter religioso; uma, literatura de ficção, importada; outra, literatura apologética e didática; aquela, mais importante do que esta, do ponto de vista estético: mas, ambas, produção anônima. Conquanto tenhamos notícia da existência de livros de cavalaria escritos em português, hoje perdidos e alguns esperando sair do ineditismo sepulcral das bibliotecas, dessa primeira época literária só podemos mencionar “<em>A Demanda do Santo Graal”, </em>pois o “<em>Livro de José de Arimateia”</em> permanece inédito na Torre do Tombo; do “<em>Merlim”, </em>bem como do “<em>Tristão”</em>, apenas se sabe terem existido na livraria do rei D. Duarte e a novela do “<em>Amadis de Gaula”</em> só a conhecemos através da versão espanhola de 1508, feita por Garci Ordóñez de Montalvo, não obstante pareça tratar-se de tradução decalcada sobre um original português.</p>
<p style="text-align: justify;">“<em>A Demanda do Santo Graal”, </em>cujo autor revela consistir numa tradução de um original francês, não exprime com absoluta pureza os ideais da vida cortesã guerreira e sentimental da cavalaria medieval, pois a sua arquitetura e o seu espírito aparecem comprometidos por um simbolismo religioso heterodoxo (…). O fato de Galaaz – o cavaleiro eleito de Deus – recusar constantemente os combates cavaleirescos que põem à prova apenas a força pessoal e o fato de Lancelot – considerado a fina flor da cavalaria universal – não ter sido aceito na câmara do Santo Graal em virtude de seus amores clandestinos com a Rainha Genebra (mulher do rei Artur), revelam a intenção ascética do autor da novela a condenar a cavalaria pela cavalaria e reprovar pela base a galanteria palaciana.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal simbolismo não se revela no “<em>Amadis de Gaula”</em> (…) aqui. Amadis é o protótipo criado pela cavalaria medieval, o cavaleiro em pleno exercício de suas façanhas, liquidando monstros e malvados, tendo como fulcro de suas aventuras o objeto amado, e amando segundo o ritual e o espírito que vivificou as cortes da Europa feudalizada.”</p>
<p style="text-align: right;">(SPINA, Segismundo. <em>Presença da Literatura Portuguesa. </em>Vol. I, 3ª Edição, 1968, Difusão Europeia do Livro, São Paulo.)</p>
<p>VOCABULÁRIO:</p>
<p>Apologética – que encerra justificativa, defesa ou louvor a algo</p>
<p>Heterodoxo – oposto aos ou desviado dos princípios doutrinários</p>
<p>Ascética – prática de devoção e penitência</p>
<p>Fulcro – suporte, apoio, amparo</p>
<p>Ineditismo – não publicado ou impresso; nunca visto pela maioria das pessoas</p>
<p>_______________________________________________________________</p>
<p>Marque a única alternativa correta no conjunto das cinco apresentadas.</p>
<p>O texto acima transcrito afirma que:</p>
<p>7. a (   ) é nos fins do século XIV e inícios do século XV que surgem as novelas de cavalaria e a prosa doutrinária.</p>
<p>b (   ) só a partir de fins do século XIV e início do seguinte é que podemos falar de prosa literária em Portugal.</p>
<p>c (   ) os tratados doutrinais de caráter religioso são literatura de ficção e as novelas de cavalaria são literatura apologética e didática.</p>
<p>d (   ) os tratados doutrinais de caráter religioso são importados, isto é, não têm origem portuguesa.</p>
<p>e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta.</p>
<p>8. a (   ) além de os tratados religiosos e novelas de cavalaria não apresentarem valor literário, ambos são produções anônimas.</p>
<p>b (   ) esteticamente, a literatura apologética é mais importante do que as novelas de cavalaria.</p>
<p>c (   ) esteticamente, as novelas de cavalaria são mais importantes do que a literatura apologética e didática.</p>
<p>d (   ) autoria anônima é uma característica sempre presente nas primeiras obras literárias em prosa de qualquer literatura.</p>
<p>e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta.</p>
<p>9. a (   ) muitos documentos em prosa das primeiras atividades literárias portuguesas estão inéditos, e outros estão perdidos.</p>
<p>b (   ) entre os documentos perdidos, encontra-se <em>“José de Arimateia”.</em></p>
<p>c (   ) <em>“José de Arimateia” </em>e <em>“Merlim”</em> encontram-se inéditos na Torre do Tombo.</p>
<p>d (   ) “<em>A Demanda do Santo Graal” </em>permanence inédita na Torre do Tombo, por isso pode ser mencionada.</p>
<p>e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta.</p>
<p>10. a (   ) “<em>A Demanda do Santo Graal”, “José de Arimateia” </em>e <em>“Merlim”</em> pertencem ao ciclo bretão.</p>
<p>b (   ) na biblioteca de D. Duarte havia uma cópia de <em>“Merlim”,</em> obra hoje perdida.</p>
<p>c (   ) o mais antigo exemplar conhecido da <em>“Amadis de Gaula”</em>, em português, data de 1508.</p>
<p>d (   ) nada, na versão espanhola de <em>“Amadis de Gaula</em>”, publicado por Garci Ordóñez de Montalvo, nos faz suspeitar da existência de um</p>
<p>original português.</p>
<p>e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta.</p>
<p>11. a (   ) “<em>A Demanda do Santo Graal”</em> reflete com fidelidade absoluta os ideais da vida cortesã, guerreira e sentimental da cavalaria medi-</p>
<p>eval.</p>
<p>b (   ) nenhum tradutor de “<em>A Demanda do Santo Graal”</em> declara a nacionalidade dos originais.</p>
<p>c (   ) porque consiste na tradução de um original francês, <em>A Demanda </em><em>do Santo Graal</em> não documenta os ideais da cavalaria medieval.</p>
<p><em> </em></p>
<p>d (   ) <em>Amadis de Gaula</em> permanence inédito na Torre do Tombo.</p>
<p>e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta.</p>
<p>12. a (   ) não há simbologia religiosa na versão que conhecemos de <em>A De</em><em>manda do Santo Graal</em>.</p>
<p><em> </em></p>
<p>b (   ) <em>A Demanda do Santo Graal</em> pode ser comparada. a uma obra de arquitetura, pelo seu espírito comprometido por um simbolismo re-</p>
<p>ligioso.</p>
<p>c (   ) Galaaz é considerado a flor da cavalaria medieval.</p>
<p>d (   ) através da punição de Lancelot e do comportamento de Galaaz, percebe-se a intenção ascética do autor da novela.</p>
<p>e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta</p>
<p>13. a (   ) Lancelot era considerado a flor da cavalaria medieval devido a seus amores clandestinos com a mulher do Rei Artur.</p>
<p>b (   ) Galaaz e Lancelot são personagens de <em>Amadis de Gaula.</em></p>
<p>c (   ) Lancelot não foi aceito na câmara do Graal.</p>
<p>d (   ) a galanteria palaciana e o ideal guerreiro de vida são incentivados em <em>A Demanda do Santo Graal</em>.</p>
<p><em> </em></p>
<p>e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta</p>
<p>14. a (   ) <em>Amadis de Gaula</em> reflete as mesmas intenções ascéticas de moralização da cavalaria de <em>A Demanda do Santo Graal.</em></p>
<p>b (   ) o personagem Amadis  tem o mesmo comportamento de Galaaz.</p>
<p>c (   ) Amadis, como personagem, age como protótipo da cavalaria medieval.</p>
<p>d (   ) Galaaz e Lancelot são cavaleiros eleitos de Deus.</p>
<p>e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta.</p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="346" valign="top">Gabarito:</p>
<p>1. D   2. C   3. A    4. B    5. A    6. C    7.   B    8. C    9. A    10. B   11. E</p>
<p>12. D     13. C   14. C</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>_________________________________________________________</p>
<p>ANEXO A  &#8211; A prosa trovadoresca.</p>
<p style="text-align: justify;">As manifestações literárias em <strong>prosa</strong> do período trovadoresco são usualmente consideradas inferiores à produção poética, pelas seguintes razões:</p>
<p>a)     grande parte dos textos são documentos cujo interesse principal é histórico, religioso ou genealógico;</p>
<p>b)     nem todos os textos foram escritos em português, pois na época, o português dividia com o latim a preferência dos escritores;</p>
<p>c)     os textos que mais alto valor literário apresentam (por serem ficção) não são portugueses, mas traduções de originais estrangeiros.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, apesar da sua quase marginalidade como fenômeno literário (exceção feita aos textos traduzidos de originais estrangeiros), o estudo da prosa trovadoresca é de grande importância para o futuro desenvolvimento da prosa portuguesa.</p>
<p>A prosa medieval portuguesa é representada pelos <strong>Cronicões, Li-vros de Linhagem, Hagiografias e Novelas de Cavalaria.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cronicões </strong>– pertencem ao gênero da <strong>Historiografia.</strong> Às vezes escritos em latim, consistem quase sempre em uma mera ordenação cronológica de eventos. Os Cronicões inauguraram o gênero historiográfico em Portugal. Grande parte do material histórico contido nos cronicões e livros de linhagem foi compilada por Alexandre Herculano em sua obra <em>Portugalia Monumenta Historica.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Livros de Linhagem</strong> &#8211; eram também chamados <strong>Nobiliários</strong>. Sua elaboração estava bastante relacionada a interesses da nobreza. A finalidade dos livros de linhagem era a de facilitar o estabelecimento de graus de parentesco, a fim de resguardar direitos patrimoniais e impedir casamentos proibidos pela Igreja Católica. Os Nobiliários continham longas listas com os nomes de pessoas das famílias nobres.</p>
<p style="text-align: justify;">Quatro Nobiliários são conhecidos: dois deles (os últimos), escritos por ordem do Conde de Barcelos (filho natural de D. Dinis), entercalam, no rol de nomes, <strong>narrativas históricas e folclóricas</strong>, que aumentam seu valor literário. (…)</p>
<p style="text-align: justify;">Certas histórias presentes nos Nobiliários deram origem a alguns dos contos de <em>Lendas e Narrativas, </em>de Alexandre Herculano, como “A Dama Pé de Cabra” e “A Morte do Lidador”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> Hagiografias</strong> – as hagiografias referem-se, quase que exclusivamente, a <strong>relatos biográficos de santos</strong>. Tinham cunho religioso e finalidades catequéticas. Da mesma forma que os cronicões, algumas foram escritas em latim.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Novelas de Cavalaria</strong> – as novelas de cavalaria originaram-se da prosificação das <strong>canções de gesta,</strong> que eram poemas de exaltação a feitos guerreiros. As novelas de cavalaria destinavam-se a um público aristocrático, e podem ser consideradas uma fiel expressão da vida medieval. De origem estrangeira – Inglaterra e França – são encontradas em traduções portuguesas a partir do século XIII.</p>
<p style="text-align: right;">(Curso Abril Vestibular. <em>Fascículo 2</em>. 1ª Edição)</p>
<p>_________________________________________________________</p>
<p>ANEXO B – Os ciclos das novelas de cavalaria</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de Portugal não ter tido uma cavalaria europeia típica, as novelas de cavalaria encontraram um público apaixonado e fiel nesse país, a partir do final do século XIII. Convenciona-se dividir as novelas de cavalaria em quatro ciclos:</p>
<ul>
<li><strong>ciclo greco-latino</strong>: inspirado nas tradições greco-latinas, dá uma roupagem medieval às tradições místicas.</li>
<li style="text-align: justify;"><strong>ciclo bretão ou arturiano</strong>: as novelas deste ciclo giram em torno da figura de Artur, rei da Bretanha, que, aliado a seus cavaleiros, busca o Santo Graal<sup>1</sup>, ou une-se a seus companheiros em torno da Távola Redonda para rememorar façanhas de guerra.</li>
<li><strong>Ciclo francês ou Carlovíngio</strong>: canta os feitos militares do imperador francês Carlos Magno.</li>
<li style="text-align: justify;"><strong>Ciclo de Amadis</strong>: narra as aventuras de Amadis de Gaula, cavaleiro bretão, filho do amor proibido entre Elisena e o rei Perion, que foi abandonado pelos pais no mar. Foi recolhido por uma família que o designou como pagem de Oriana, aquela que viria a ser o seu grande amor, e por quem ele se entregaria a feitos heróicos. Tímido, a princípio, não ousa confessar seus sentimentos, depois, já correspondido, ele a possui. Mais tarde, ela o acusa injustamente de infidelidade e ele se faz ermitão. A novela <em>Amadis de Gaula</em> tem uma autoria polêmica. Os pesquisadores se debatem entre um autor castelhano e um português, mas os estudos são inconclusivos.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">O ciclo bretão foi o que mais encontrou acolhimento junto ao público português. Sabe-se, com certeza, que três novelas desse ciclo teriam circulado em Portugal durante os séculos XIV e XV, todas interligadas por suas personagens e temas: <em>A Demanda do Santo Graal, José de Arimateia e Merlin.</em></p>
<p style="text-align: justify;">As novelas de cavalaria tem uma estrutura narrativa que lembra as epopeias gregas. A harmonia provisória é rompida quando um heroi ou um grupo de homens valentes se vêem às voltas com um desafio a ser vencido. Nunca o heroi caminhará de maneira retilínea em direção ao seu objetivo. Antes disso, terá de enfrentar perigos e provas que servirão para reiterar o seu valor e o seu merecimento pessoal, tornando-o digno de lograr êxito em sua empreitada. Caso ele não consiga, deixará tão claro a sua força física e moral e terá aprendido tanto pelo caminho que o próprio caminho se revelará mais importante que o objetivo inicial que o moveu. Tal estrutura tem sido reiterada em vários tipos de narrativa, até mesmo no cinema (vide <em>Indiana Jones</em>) e nos seriados de TV.</p>
<p style="text-align: right;">(Clenir Bellezi de Oliveira, <em>Arte Literária Portugal – Brasil. </em>Editora Moderna, 1999, São Paulo)</p>
<p>Notas explicativas:</p>
<p style="text-align: justify;">1 – <strong>Santo Graal</strong>: algumas das lendas pagãs não puderam ser suprimidas pela Igreja Católica. Diante dessa impossibilidade, a Igreja tratou de cristianizá-las. Na versão original, o Cálice Sagrado não continha o sangue de Cristo, mas toda a sabedoria do universo, por isso era tão obssessivamente procurado.</p>
<p>_________________________________________________________________</p>
<p>ANEXO C – Síntese das características da prosa trovadoresca em Portugal</p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td colspan="5" width="351" valign="top">
<p style="text-align: center;">PROSA TROVADORESCA EM PORTUGAL</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="51" valign="top">
<p style="text-align: center;">Tipos de texto</p>
</td>
<td width="62" valign="top">Cronicões</td>
<td width="59" valign="top">hagiografias</td>
<td width="93" valign="top">Nobiliários</td>
<td width="86" valign="top">
<p style="text-align: center;">Novelas de cavalaria</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="51" valign="top">Assunto</td>
<td width="62" valign="top">
<p style="text-align: center;">Histórico</p>
</td>
<td width="59" valign="top">
<p style="text-align: center;">Religioso</p>
</td>
<td width="93" valign="top">
<p style="text-align: center;">Genealógico</p>
</td>
<td width="86" valign="top">
<p style="text-align: center;">Cavaleiresco</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="51" valign="top">Conteúdo</td>
<td width="62" valign="top">Relação a fatos históricos a-presentados em ordem cro-nológica</td>
<td width="59" valign="top">Biografia de santos</td>
<td width="93" valign="top">Lista de nomes dos integrantes de famílias nobres e   sua relação de pa-rentesco. Even-tuais narrativas históricas ou len-dárias.</td>
<td width="86" valign="top">Narração de feitos guerreiros e amorosos de   cavaleiros andan-tes.</td>
</tr>
<tr>
<td width="51" valign="top">Finalidade</td>
<td width="62" valign="top">Historiográfica</td>
<td width="59" valign="top">Catequética</td>
<td width="93" valign="top">Estabelecimento do grau de paren-tesco entre a no-breza</td>
<td width="86" valign="top"></td>
</tr>
<tr>
<td width="51" valign="top">Influência</td>
<td width="62" valign="top"></td>
<td width="59" valign="top"></td>
<td width="93" valign="top"></td>
<td width="86" valign="top">Influência reli-giosa e ascética</td>
</tr>
<tr>
<td width="51" valign="top">Língua</td>
<td width="62" valign="top">Português e latim</td>
<td width="59" valign="top">Português e latim</td>
<td width="93" valign="top"></td>
<td width="86" valign="top">Traduzidas do francês para o português</td>
</tr>
<tr>
<td width="51" valign="top">Origem</td>
<td width="62" valign="top"></td>
<td width="59" valign="top"></td>
<td width="93" valign="top"></td>
<td width="86" valign="top">Prosificação das canções de gesta</td>
</tr>
<tr>
<td width="51" valign="top">Obras conhecidas</td>
<td width="62" valign="top"></td>
<td width="59" valign="top"></td>
<td width="93" valign="top"></td>
<td width="86" valign="top"><em>José de Arimateia, Merlim, A   Demanda do Santo Graal, Amadis de Gaula</em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>___________________________________________________________</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>LEITURA COMPLEMENTAR</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Amadis de Gaula</em> exprime um ideal puramente cavaleiresco, sem influência da tradição cristã. Sua grande importância advém do fato de ter inspirado todo um ciclo de novelas, durante o século XVI: o do ciclo de Amadis. Abaixo apresentamos um trecho escrito em português atual.</p>
<p style="text-align: center;">ORIANA, LA SIN PAR</p>
<p style="text-align: justify;">Reinava então na Grã Bretanha um rei chamado Falangriz. Este rei morreu sem deixar herdeiros e os Senhores ofereceram o trono ao seu irmão Lisuarte, grande cavaleiro em armas e em discrição, casado com Brisena, filha do rei da Dinamarca, a donzela mais formosa de todas as ilhas do mar.</p>
<p style="text-align: justify;">Lisuarte, com grande frota, se dirigiu ao seu reino. Na Escócia, foi recebido com muitas honras pelo rei Languines. Como o mar estava agitado, deixou ali sua filha Oriana, chamada La Sin Par, porque em seu tempo não havia nenhuma que se igualasse a ela em formosura. Oriana, que havia nascido na Dinamarca, tinha então dez anos, e o rei Languines e a rainha se alegraram em tomá-la aos seus cuidados. Seu pai embarcou com muita pressa porque tinha inimigos na Grã Bretanha, donde chegou a ser rei depois de grande esforço.</p>
<p style="text-align: justify;">O Donzelo do Mar<sup>1</sup> tinha então doze anos, entretanto parecia maior. Quando chegou Oriana, a rainha logo o designou para que o mesmo a servisse, e ela recusou o que ele fazia. O rapaz guardou esta palavra em seu coração por toda a vida.</p>
<p>Um dia, o rapaz sentindo que podia tomar armas, se dirigiu ao rei, que estava na horta, e acercando-se dele, disse-lhe:</p>
<p>-  Senhor, se é do seu agrado, é tempo de eu me tornar cavaleiro.</p>
<p>________________________________________________________</p>
<p>Notas explicativas:</p>
<p>1 – O Donzelo do Mar: Amadis, o personagem central da novela.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>LITERATURA 3 &#8211; Trovadorismo português. Contexto histórico. A poesia trovadoresca.</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 16:28:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos e Períodos Literários]]></category>

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		<description><![CDATA[LITERATURA &#8211; ROTEIRO N° 03 1 – TEMA: Trovadorismo. Contexto histórico. Poesia trovadoresca e suas principais características. 2 – PRÉ-REQUISITO: Ler com compreensão. Conhecer os principais eventos históricos de povos europeus, principalmente de Portugal. 3 – META: Ao final do estudo, você deverá ser capaz de: interpretar textos relacionar o período literário da língua portuguesa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>LITERATURA &#8211; ROTEIRO N</strong><strong>°</strong><strong> 03</strong></p>
<p>1 – TEMA: Trovadorismo. Contexto histórico. Poesia trovadoresca e suas principais características.</p>
<p>2 – PRÉ-REQUISITO:</p>
<ul>
<li>Ler com compreensão.</li>
<li>Conhecer os principais eventos históricos de povos europeus, principalmente de Portugal.</li>
</ul>
<p>3 – META: Ao final do estudo, você deverá ser capaz de:</p>
<ul>
<li>interpretar textos</li>
<li>relacionar o período literário da língua portuguesa aos principais eventos históricos ocorridos em Portugal</li>
<li>identificar as características de uma obra trovadoresca</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-448"></span>4 – PRÉ-AVALIAÇÃO: O objetivo da pré-avaliação é diagnosticar o quanto se tem conhecimento de um assunto. Para isso, basta que você responda à Auto-avaliação que está no início deste Roteiro, antes de ler qualquer texto existente nele. Se você alcançar um resultado igual ou superior a 80 pontos, não precisa estudar o assunto, pois você já o domina suficientemente. Caso contrário, vá direto para as Atividades de Estudo.</p>
<p style="text-align: justify;">5 – ATIVIDADES DE ESTUDO: Ler com entendimento é pré-requisito para se aprender qualquer coisa através da leitura. Portanto, faça o seguinte:</p>
<p>a) Tenha um dicionário de Português ao seu alcance, para consultá-lo sobre as palavras que você desconhece o significado;</p>
<p>b) Procure um lugar sossegado para ler os textos e fazer os exercícios;</p>
<p style="text-align: justify;">c) Leia primeiro o texto; faça em seguida os exercícios; compare suas respostas com o gabarito e veja o que errou; retorne ao texto para verificar o porquê do erro.</p>
<p style="text-align: justify;">6 – PÓS-AVALIAÇÃO: Após ter feito o estudo dos textos e os exercícios, responda às questões propostas na Auto-avaliação. Creio que você agora, acertará todas. Caso isso não aconteça, consulte as orientações dadas nas Atividades Suplementares.</p>
<p style="text-align: justify;">7 – ATIVIDADES SUPLEMENTARES: Se você não conseguiu alcançar 80 pontos na Pós-avaliação, volte à leitura dos textos, agora com mais atenção. Sem pressa. A leitura com compreensão é a base da aprendizagem.</p>
<p>_________________________________________________________</p>
<p>AUTO-AVALIAÇÃO</p>
<p style="text-align: justify;">Responda à estas questões antes de ler qualquer texto deste Roteiro. Atribua 05 pontos para cada resposta correta. Se você alcançar 80 pontos na soma total, parabéns! Você não precisa estudar este Roteiro, pois já domina suficientemente o conteúdo existente nele. Caso contrário, leia as orientações das Atividades de Estudo.</p>
<ol>
<li>O mais antigo documento da literatura portuguesa data de:</li>
</ol>
<p>a. (   ) 1139                                  b. (   ) 1128</p>
<p>c. (   ) fins do século XII          d. (   ) fins do século XI</p>
<p>2. O autor do mais antigo documento da literatura portuguesa é:</p>
<p>a. (   ) D. Dinis                               b. (   ) Fernão Lopes</p>
<p>c. (   ) D. Afonso Henriques       d. (   ) Paio Soares de Taveirós</p>
<p>3. Uma das diferenças fundamentais entre as cantigas de amor e as de amigo é:</p>
<p>a. (   ) a autoria                                            b. (   ) o eu-lírico</p>
<p>c. (   ) a língua em que eram escritas     d. (   ) o caráter épico</p>
<p>4. Assinale a alternativa correta:</p>
<p>a. (   ) não houve prosa no período trovadoresco</p>
<p>b. (   ) a prosa, no período trovadoresco, sofreu a influência provençal</p>
<p>c. (   ) a prosa do período trovadoresco era exclusivamente histórica</p>
<p>d. (   ) a prosa do período trovadoresco era literalmente inferior à poesia do mesmo período.</p>
<p>5. A confissão da “coita d’amor”, amor respeitoso e platônico, vassalagem amorosa a uma dama inacessível são características das:</p>
<p>a. (   ) cantigas de amor             b. (   ) cantigas de amigo</p>
<p>c. (   ) cantigas de escárnio        d. (   ) cantigas de maldizer</p>
<p>6. A poesia, na Idade Média:</p>
<p>a. (   ) era independente da música</p>
<p>b. (   ) confundia-se com a prosa, pelo primitivismo da língua e dos recursos técnicos</p>
<p>c. (   ) era acompanhada de música</p>
<p>d. (   ) originou-se das antigas canções de gesta</p>
<p>7.  “<em>Estes meus olhos nunca perderán,</em></p>
<p><em> Senhor, gran coita, mentr’eu vivo for,</em></p>
<p><em> E direi-vos, fremosa mia senhor,</em></p>
<p><em> Destes meus olhos a coita que hán:</em></p>
<p><em> Choran e cegan quando’alguen non veem</em></p>
<p><em> E ora cegam por alguem que veem</em>.</p>
<p>O texto acima é um(a):</p>
<p>a. (   ) soneto                      b. (   ) cantiga de amor</p>
<p>c. (   ) cantiga de amigo      d. (   ) cantiga satírica</p>
<p>8. Refrão e paralelismo são recursos mais frequentemente encontrados:</p>
<p>a. (   ) nas cantigas de amor                             b. (   ) nas cantigas de amigo</p>
<p>c. (   ) nas cantigas de amor e de amigo        c. (   ) nas cantigas de mestria</p>
<p>9. Dá-se o nome de “tenção” às cantigas de:</p>
<p>a. (   ) amor          b. (   ) amigo       c. (   ) mestria     d. (   ) dialogadas</p>
<p>10. A chamada Época Provençal da literatura portuguesa caracterizou-se pelo fato de os:</p>
<p>a. (   ) escritores portugueses escreverem no dialeto provençal.</p>
<p>b. (   ) trovadores portugueses, independente do cunha nacional que imprimiam às suas cantigas, imitarem o trovadorismo de Provença.</p>
<p>c. (   ) trovadores portugueses falarem, em suas cantigas, da vida cortesã de Provença.</p>
<p>d. (   ) poetas portugueses traduzirem e cantarem as cantigas provençais.</p>
<p>11. “<em>Ai, flores, ai flores do verde ramo</em></p>
<p><em> se sabedes (</em>sabeis<em>) novas do meu amado?</em></p>
<p><em> Ai, Deus, e <strong>u</strong> (</em>onde<em>) é (</em>está<em>)?”</em></p>
<p>Baseado nas características do período literário a que pertence o texto acima, escreva as palavras que completam as lacunas da frase abaixo:</p>
<p style="text-align: justify;">Os versos pertencem a uma cantiga de (a) ____________, característica do (b) ______________ português, estética literária dos séculos XII, XIII e XIV.</p>
<p>12. Assinale 1 para as cantigas de amigo; 2 para as cantigas de amor; 3 para as cantigas de escárnio:</p>
<p>a. (   ) “<em>Senhor fremosa </em>(formosa)<em>, pois me non queredes</em></p>
<p><em> creer a coita </em>(dor)<em> en que me ten amor,</em></p>
<p><em> por meu mal é que que tan ben parecedes</em></p>
<p><em> e por meu mal vos filhei </em>(tomei) <em>por senhor</em>”</p>
<p>b. (   ) “<em>Ai dona fea! foste-vos queixar</em></p>
<p><em> porque vos nunca loei </em>(louvei)<em> em meu trobar</em> (cantar)</p>
<p><em>mais ora quero fazer un cantar</em></p>
<p><em> em que vos loarei</em> (louvarei) <em>toda via</em></p>
<p><em> e vedes como vos quero loar:</em></p>
<p><em> dona fea, velha e sandia!”</em> (louca)</p>
<p>c. (   ) “<em>Bailemos nós já todas três, ai amigas,</em></p>
<p><em> so </em>(sob) <em>aquestas avelaneiras frolidas</em> (floridas)</p>
<p><em>e quen for velida</em> (bela), <em>como nós, velidas</em> (belas)</p>
<p><em>se amigo amar,</em></p>
<p><em> so aquestas avelaneiras frolidas</em></p>
<p><em> verrá</em> (virá) <em>bailar” </em></p>
<p style="text-align: justify;">13. “Coube ao século XIX a descoberta surpreendente da nossa primeira época lírica. Em 1904, com a edição crítica e comentada do <em>Cancioneiro da Ajuda</em>, por Carolina Michaelis de Vasconcelos, tivemos a primeira grande visão de conjunto do valiosíssimo espólio descoberto.” (Costa Pimpão).</p>
<p>A afirmativa se refere a uma época literária. Responda:</p>
<p>a) qual é essa “primeira época lírica” portuguesa?_________________</p>
<p>b) que tipos de composições poéticas se cultivavam nessa época?</p>
<p>14. Assinale a alternativa INCORRETA a respeito do Trovadorismo em Portugal:</p>
<p>a. (   ) Durante o Trovadorismo, ocorreu a separação entre a poesia e a mú- sica.</p>
<p>b. (   ) Muitas cantigas trovadorescas foram reunidas em livros ou coletâne-as que receberam o nome de cancioneiros.</p>
<p>c. (   ) Nas cantigas de amor há o reflexo do relacionamento entre senhor e vassalo na sociedade feudal: distância e extrema submissão.</p>
<p>d. (   ) Nas cantigas de amigo, o trovador (sempre um homem) escreve o poema assumindo o papel feminino.</p>
<p>15. Assinale a alternativa INCORRETA sobre as cantigas de amor:</p>
<p>a. (   ) Apresentam forte influência provençal e eu-lírico masculino.</p>
<p>b. (   ) Têm uma linguagem mais sofisticada que as cantigas de amigo.</p>
<p>c. (   ) Seu tema é o sofrimento amoroso ocasionado, em geral, pela dife-rença social existente entre o trovador e a amada.</p>
<p>d. (   ) A mulher amada, ou ignora a paixão do trovador ou está ciente dela e a despreza.</p>
<p>16. Qual a obra literária considerada o marco inicial do período trovadoresco em Portugal?</p>
<p>______________________________________________________</p>
<p><span style="color: #ff0000;">Gabarito</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">1. c      2. D      3. B     4. D        5. A     6. c    7. B      8. B     9. D    10. B</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">11. a) amigo   b) trovadorismo</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">12. a.(2)     b.(3)     c.(1)</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">13. a) o Trovadorismo       b) as cantigas de amigo, de amor, de escárnio e maldizer</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">14. Letra A</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">15. Letra A</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">16. A Cantiga da Ribeirinha.</span></p>
<p>_________________________________________________________</p>
<p>ANEXO A – Contexto Histórico do Trovadorismo em Portugal</p>
<p>Principais acontecimentos históricos de Portugal e do Mundo Conhecido</p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="43" valign="top">
<p style="text-align: center;">Ano</p>
</td>
<td width="298" valign="top">
<p style="text-align: center;">Acontecimento histórico</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="43" valign="top">
<p style="text-align: center;">1308</p>
</td>
<td width="298" valign="top">Fundação da Universidade de Coimbra</td>
</tr>
<tr>
<td width="43" valign="top">
<p style="text-align: center;">1415</p>
</td>
<td width="298" valign="top">Conquista de Ceuta</td>
</tr>
<tr>
<td width="43" valign="top">
<p style="text-align: center;">1420</p>
</td>
<td width="298" valign="top">Início da expansão marítima: descoberta da Ilha da Madeira</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">O <strong>Trovadorismo</strong> ou <strong>Época Provençal</strong> &#8211; primeira época literária da língua portuguesa &#8211; estendeu-se de 1198 (data do mais antigo documento literário português, a cantiga <strong>A Ribeirinha</strong>, dedicada pelo autor Paio Soares de Taveirós, à dona Maria Pais Ribeiro, amante do rei D. Sancho I) a 1418, cerca de 220 anos, quando <strong>Fernão Lopes</strong> foi nomeado guarda-mor da Torre do Tombo, que era o arquivo histórico de Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas datas nos mostram que o início da literatura portuguesa está bem próximo da <strong>Independência de Portugal</strong>, conquistada em 1128, mas reconhecida por Castela apenas em 1143.</p>
<p style="text-align: justify;">Historicamente, é um período marcado por lutas contra os árabes, cuja expulsão definitiva se deu no século XIII. Como em qualquer outro período, a literatura vai apresentar características que, direta ou indiretamente, refletem a sociedade da época.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de Portugal não ter conhecido as formas ortodoxas do <strong>feuda-lismo econômico</strong>, muitos dos relacionamentos sociais documentados na literatura da época, são tipicamente feudais. É também marcante, na cultura portuguesa desse período, a influência da <strong>Igreja Católica</strong>, que marcou profundamente a forma de encarar o mundo. A esta postura perante o mundo, fundada na ideia de que Deus é o centro do Universo, dá-se o nome de <strong>Teocentrismo</strong>, característica importante da cultura medieval, que aparece em várias de suas manifestações. O teocentrismo está muito bem caracterizado no texto abaixo de Hernani Cidade, contido na obra <em>O Conceito de Poesia como expressão de cultura.</em></p>
<p style="text-align: justify;">“<em>Um movimento como o das Cruzadas – que procurava sublimar, na guerra contra o infiel, as grandezas e misérias da combatividade e da ganância; uma criação como a catedral gótica ou como a Divina Comédia, de Dante (século XIII), que erguiam à morada de um Deus pessoal, de presença vivamente sentida, os próprios anseios que partiam das profundezas torvas das almas, tal como as agulhas e flechas se erguiam dos subterrâneos das fundações; uma obra de pensamento como a Summa Theologica, que era, na ordem do saber, como na ordem do poder, a teocracia de Gregório Magno, a tentativa e o esforço de tudo subordinado a Deus – interesses da inteligência tanto como da vontade – e tudo coroado pela Imitação de Cristo, alto voo místico, que fecha, no século XV, na ordem da inteligência, a ascese que na ordem da ação o franciscanismo realizara – eis os aspectos que definem a Idade Média como a idade do que podemos chamar de Teocentrismo.”</em></p>
<p style="text-align: right;">(Curso Abril Vestibular, Fascículo 1, 1ª. Edição)</p>
<p style="text-align: justify;">________________________________________________________________</p>
<p>ANEXO B – Origens e influências no trovadorismo português</p>
<p style="text-align: justify;">O Trovadorismo também conhecido como Época Provençal, tem esse nome em razão de que na região sul da França, conhecida como Provença, foi desenvolvido entre os séculos XI e XIII, a arte dos trovadores. Nessa época, os cavaleiros permaneciam mais tempo em suas casas, a vida nos castelos já tinha uma organização intensa, seus salões eram um polo fundamental de convívio e as mulheres começaram a adquirir uma posição importante dentro dessa organização, especialmente no sul da França.</p>
<p style="text-align: justify;">No que tange à literatura, a França teve dois polos que emanaram influências importantes para o mundo literário da época: ambos desprezavam o Latim como meio de expressão e ambos refletiram diferentes aspectos do mundo medieval. A Região Norte da França produziu uma literatura épica, de caráter guerreiro e individualista, em que a mulher exercia uma função secundária: são os <em>trouvères</em> com sua épica. Na Região Sul da França, onde o feudalismo levou mais tempo para se diluir, surgiu uma lírica sofisticada, da qual o amor e a mulher eram os temas centrais: são os <em>troubadours</em> (trovadores) com sua lírica. Foi a partir dessa duplicidade que a literature europeia se expandiu.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de o lirismo trovadoresco ter declinado na França a partir do século XIII – com as intervenções da Igreja Católica, que passou a impor o culto à Virgem Maria como tema aos trovadores – sua influência já era percebida em toda a Europa, cujos países souberam incorporá-la às suas próprias tradições. Foi o que aconteceu em Portugal.</p>
<p>Dentre os fatores que concorreram para a influência provençal na Literatura Portuguesa temos:</p>
<ul>
<li>casamentos entre reis lusitanos e mulheres nobres do sul da França;</li>
<li>um dos reis de Portugal, D. Afonso III, viveu vários anos na França e quando retornou a Portugal trouxe na sua comitiva, trovadores provençais e um padre para cuidar da educação de seu filho, D. Dinis, este que foi um dos maiores trovadores lusitanos.</li>
<li>o comércio, os movimentos militares, os menestréis (que se apresentavam em praça pública)</li>
<li>a criação de bispados na Península Ibérica e as Cruzadas</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">A civilização provençal era muita mais requintada que a portuguesa. Daí ser a responsável por uma certa aristocratização da poesia portuguesa, que era muito mais visível nas cantigas de amor. As cantigas portuguesas eram transmitidas oralmente. Mas num determinado momento da história de Portugal, um rei mandou copiá-las em livro. Tais livros chamam-se <strong>Cancioneiros</strong>. Graças a eles é que hoje podemos ter conhecimento do que estamos informando aqui. Os mais importantes Cancioneiros são: da Ajuda, da Biblioteca Nacional e da Vaticana.</p>
<p>__________________________________________________________</p>
<p>ANEXO C – Características do Trovadorismos. A poesia trovadoresca.</p>
<p style="text-align: justify;">O Trovadorismo é um movimento de caráter exclusivamente poético. As composições líricas desse período são chamadas de <strong>cantigas</strong> porque eram efetivamente cantadas com acompanhamento de instrumentos musicais que incluíam violas de arco, flautas, alaúdes, pandeiros. Os que cultivavam esse tipo de poesia eram chamados genericamente de trovadores, embora houvesse diferença entre os autores e intérpretes dessas cantigas. Os <strong>trovadores</strong> eram aqueles compositores que tinham origem nobre e que efetivamente compunham as cantigas; os <strong>jograis</strong> não eram fidalgos e cantavam composições próprias ou alheias em troca de pagamento (eis aí a origem dos cantores de rádio e televisão do século XX!); os <strong>segréis</strong> eram os jograis da Corte.</p>
<p style="text-align: justify;">A literatura trovadoresca portuguesa é composta por poesia e prosa, mas a mais importante manifestação literária dessa época é a poesia representada pelas <strong>cantigas líricas</strong> – as de amor e de amigo; e <strong>cantigas satíricas</strong> – as de escárnio e maldizer.</p>
<p><strong>1. Cantigas líricas: cantigas de amigo</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas das cantigas de amigo portuguesas são anônimas e várias delas se perderam no tempo, por causa da sua origem oral e popular e a despreocupação inicial em fixá-las pela escrita. A influência provençal fez a tradição popular chegar aos palácios, de modo que os trovadores passaram a compor também as cantigas de amigo.</p>
<p style="text-align: justify;">As cantigas de amigo são poemas líricos que contém a confissão de uma moça do povo, cujo sofrimento amoroso é causado pela ausência ou abandono do “amigo”, isto é, do namorado ou do amante. Expressam um amor mais sensual, mais vivo, talvez pelo contacto com a natureza, cenário da maioria dessas cantigas.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de expressarem o sofrimento amoroso da mulher, esses poemas foram escritos por homens que apresentam o <strong>eu-lírico feminino</strong>: o trovador assume o papel da mulher. Cabe aqui lembrar que o autor das cantigas sempre era um homem, pois as mulheres não tinham o direito de aprender a ler e escrever. Não há registro efetivo de nenhuma cantiga de amigo composta por mulheres.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante que se compreenda o conceito do “<strong>eu-lírico</strong>”. O eu-lírico é a pessoa que fala nos poemas líricos. Não é, necessariamente, autobiográfico. É tão ficção quanto os personagens criados por um romancista. Assim podemos dizer que, nas cantigas de amigo, o eu-lírico é feminino, enquanto que o autor é masculino.</p>
<p style="text-align: justify;">O “amigo” a que se refere as composições é, na verdade, o namorado ou o amante. Várias dessas cantigas eram cantadas em festas, comemorações e rituais ligados à chegada da primavera. Por isso sua ligação com a dança e a música era mais efetiva do que nas cantigas de amor.</p>
<p>As cantigas de amigo apresentam três possibilidades de ambiente e roteiro:</p>
<p style="text-align: justify;">a) cantigas de inspiração campestre relatando o encontro entre namorados numa fonte; ou a moça lamentando a ausência do amado que partiu para a guerra e não deu mais notícias ou que desapareceu sem cumprir as promessas feitas.</p>
<p style="text-align: justify;">b) Cantigas em que a moça aguarda o namorado que vem pedir sua mão em casamento. Muitas vezes a moça se revela esperta, consciente da sua capacidade de seduzir e de provocar ciúmes.</p>
<p style="text-align: justify;">c) Cantigas já adaptadas ao ambiente da Corte, nas quais o trovador, assumindo o papel da mulher, procura expressar o que ele supõe ser o lamento dela pela ausência do amado.</p>
<p style="text-align: justify;">A vida cotidiana, a saudade do amigo que partiu para a guerra, o ciúme, a indignação, a vaidade de se saber bela, encontros fortuitos, bailes, festas, o colorido do mundo medieval português podem ser identificados nessas cantigas. Elas possuem uma tal beleza que permite ao leitor entrever os sentimentos que as motivaram. Na maior parte das vezes, a mulher não se dirige diretamente ao homem amado – adota uma confidente  que pode ser a amiga, a irmã, a mãe ou um elemento da natureza. Veja o exemplo abaixo:</p>
<p><em>“Ondas do mar de Vigo<sup>1</sup>,<sup> </sup></em></p>
<p><em>se viste meu amigo?</em></p>
<p><em> E ai Deus se verrá cedo!<sup>2</sup> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Ondas do mar levado<sup>3</sup>,</em></p>
<p><em>se viste meu amado?</em></p>
<p><em>E ai Deus se verrá cedo!</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Se viste meu amigo,</em></p>
<p><em>o por que eu sospiro?<sup>4</sup></em></p>
<p><em>E ai Deus se verrá cedo!</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Se viste meu amado,</em></p>
<p><em>por que ei gran coidado?<sup>5</sup></em></p>
<p><em>E ai Deus se verrá cedo!</em></p>
<p style="text-align: right;">(Martim Codax. In: Torres, Alexandre Pinheiro, <em>Antologia da poesia portuguesa</em>. Porto: Lello &amp; Irmão, 1977)</p>
<p>Vocabulário</p>
<p>1 – <em>Vigo</em>: praia da região da Galiza, norte do Rio Minho</p>
<p>2 – <em>se verrá cedo</em>: ele virá logo</p>
<p>3 – <em>mar levado</em>: mar agitado</p>
<p>4 – <em>o por que eu sospiro</em>: por quem eu suspiro</p>
<p>5 – <em>por que ei gran coitado</em>: por quem eu tenho muito carinho, cuidado</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>2.</strong> <strong>CANTIGAS LÍRICAS</strong>: <strong>Cantigas de amor</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Embora Portugal não tenha tido um feudalismo na mais pura expressão da palavra, as cantigas de amor lusitanas refletiam a estrutura da sociedade feudal por causa da influência provençal. A submissão do vassalo (criado, servidor) ao seu senhor (nobre, dono das terras onde morava o vassalo) é transferida para o mundo das relações amorosas, e o mandamento número um do trovador é a fidelidade e submissão absoluta a sua musa.</p>
<p style="text-align: justify;">As cantigas de amor contêm a confissão do sofrimento (<em>coita</em>) do trovador, que padece por amar uma dama (<em>senhor</em>) inascessível. Sofre pela impossibilidade de ver realizado o seu desejo de amor, já que a dama pertence a uma classe social superior a dele – ela é esposa ou filha de um nobre; ele, um servo. Tal inacessibilidade da mulher, em parte, representa o profundo distanciamento que, na Idade Média, existia entre as classes sociais. O <strong>amor</strong> que o poeta expressa é sempre <strong>platônico e respeitoso. </strong>O trovador reitera a promessa de servir, honrar, respeitar e nunca revelar a  identidade da sua amada.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, sabemos que esse tipo de poesia saiu dos palácios, foi feita principalmente por nobres e a impossibilidade do trovador ter o seu desejo realizado ocorreria apenas em tese. Trata-se, portanto de um fingimento poético.</p>
<p style="text-align: justify;">Um tema frequente é o <em>panegírico impossível ou elogio impossível:</em> a mulher amada é a mais bela de todas; é um ser divino. Mas ela é indiferente aos sentimentos do poeta. Ela não os conhece e, se sabe da existência deles, os despreza. É chamada de <em>dame sans merci (</em>dama sem piedade, sem compaixão). Esse amor impossível e inevitável faz com que o eu-lírico sofra por tornar-se prisioneiro desse sentimento e maldiga o dia de seu próprio nascimento.</p>
<p style="text-align: justify;">As cantigas de amor apresentam uma linguagem mais erudita e sofisticada do que as de amigo. Sua estrutura é menos repetitiva, podendo apresentar ou não um refrão. O uso da palavra “senhor” (no masculino) nessas composições indicava a origem nobre da dama. Nessa época, era usada tanto para o homem como para a mulher, pois a palavra ainda não tinha ganho a terminação “a” para indicar o gênero feminino.</p>
<p>Abaixo apresentamos um fragmento da Cantiga da Ribeirinha, exemplo de cantiga de amor:</p>
<p>“<em>No mundo non me sei parelha<sup>1</sup> </em></p>
<p><em>mentre<sup>2</sup> me for como me vai </em></p>
<p><em>cá<sup>3</sup> já moiro<sup>4</sup> por vós – e ai! </em></p>
<p><em>mia Senhor branca e vermelha<sup>5 </sup></em></p>
<p><em>queredes que vos retraia<sup>6</sup> </em></p>
<p><em>quando enton vos vi em saia!<sup>7</sup> </em></p>
<p><em>Mau dia me levantei, </em></p>
<p><em>Que<sup>8</sup> vos enton non vi fea! </em></p>
<p><em>E, mia Senhor, des aque&#8217;di&#8217;ai!</em></p>
<p><em>me foi a mi mui mal;</em></p>
<p><em>E vós filha de Dom Paay</em></p>
<p><em>Moniz, e bem vos semelha(9)</em></p>
<p><em>d&#8217;haver eu por vos guarvaia(10)</em></p>
<p><em>pois eu, mia Senhor, d&#8217;alfaia</em></p>
<p><em>nunca de vos houve nen hei</em></p>
<p><em>valia d&#8217;uma correia(11)                               (Paio Soares de Taveirós)</em></p>
<p><em>____________________________________________________________</em></p>
<p>Vocabulário</p>
<p>1 – <em>non me sei parelha:</em> não sei de coisa semelhante</p>
<p>2 – <em>mentre: </em>enquanto</p>
<p>3 – <em>cá: </em>porque</p>
<p>4 – <em>moiro:</em> morro</p>
<p>5 – <em>branca e vermelha:</em> branca e com as faces rosadas</p>
<p>6 – <em>queredes que vos retraia:</em> quereis que vos retrate</p>
<p>7 – <em>em saia:</em> em roupas íntimas ou sem manto</p>
<p>8 – <em>que: </em>pois</p>
<p>9 – <em>semelha: </em>parece</p>
<p>10 – <em>d’haver eu por vos guarvaia</em>: que eu deva receber, por vosso intermédio, um traje de luxo</p>
<p>11 – <em>valia d’uma correia: </em>qualquer coisa de pouco valor</p>
<p><strong>3. CANTIGAS SATÍRICAS: Cantigas de escárnio e de maldizer</strong></p>
<p style="text-align: justify;">São poemas satíricos que usam a <strong>sátira indireta</strong> (cantigas de escárnio), ora a <strong>sátira direta</strong> (cantigas de maldizer). Pelo seu caráter circunstancial, as cantigas satíricas são consideradas inferiores às líricas, apesar de documentarem, através da ironia, os costumes da sociedade da época.</p>
<p style="text-align: justify;">As cantigas satíricas revelam o mundo boêmio e marginal dos jograis, fidalgos, bailarinas; enfim, dos artistas da corte, aos quais se misturavam religiosos e até mesmo reis. Um mundo com um código de ética próprio, que admitia certa liberdade de hábitos e costumes não partilhada pela sociedade em geral.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a finalidade de fazer críticas mordazes e com humor, muitos eram os temas das cantigas satíricas: os costumes, principalmente do clero; a covardia; a decadência de alguns nobres; os vilãos (aqui se referem às pessoas que moravam nas vilas medievais); o adultério das damas; os homens sovinas; os pobres que viviam de aparência; as mulheres feias; os beberrões.</p>
<p style="text-align: justify;">As cantigas de escárnio são aquelas que fazem a <strong>crítica indiretamente</strong>, de forma sutil, sem indicar o nome da pessoa satirizada, lançando mão de uma linguagem mais velada, que muitas vezes admite duplo sentido, sem deixar de lado o aspecto humorístico.</p>
<p style="text-align: justify;">As cantigas de maldizer fazem a <strong>crítica rude, direta</strong>, mencionando o nome da pessoa criticada, usando palavrões e, muitas vezes, enveredando pela obscenidade. Sua linguagem é chula e não se utiliza de ambiguidade.</p>
<p>Exemplo de cantiga de escárnio:</p>
<p>I. Se um rapaz e uma donzela,</p>
<p>Ficassem juntos na mesma cela&#8230;</p>
<p>Ó casal abençoado!</p>
<p>O amor tempera</p>
<p>Anima o noivado:</p>
<p>O tédio se oblitera.</p>
<p>II. Brincam juntos num só gesto</p>
<p>De bocas, pernas e o resto!</p>
<p>Ó casal abençoado&#8230;</p>
<p>Exemplo da cantiga de maldizer:</p>
<p>Eu sou o abade de Cocanha</p>
<p>E o meu capítulo são monges beberrões</p>
<p>E meu conselho é a confraria dos jogadores,</p>
<p>E quem me procurar na taberna ao cantar do galo,</p>
<p>Sairá de noite, liso e sem roupa,</p>
<p>E cantará, despido, o seguinte lamento:</p>
<p>Socorro! Socorro!</p>
<p>Quanto azar, dados malditos!</p>
<p>Estamos fritos,</p>
<p>Pobres e aflitos!</p>
<p style="text-align: right;">(Maurice van Woensel. <em>Carmina Burana. </em>Apresentação de Segismundo Spina, São Paulo, Ars Poetica, 1994)</p>
<p>________________________________________________________</p>
<p>Exercícios:</p>
<p style="text-align: justify;">Os textos abaixo são de cantigas medievais e foram adaptados para o português atual. Identifique cada uma de acordo com as características das cantigas de amor, de amigo, de escárnio ou de maldizer.</p>
<p>a) A dona que eu sirvo e que muito adoro</p>
<p>mostrai-ma, ai Deus! pois eu vos imploro</p>
<p>se não, dai-me a morte.    (Bernardo de Bonaval)</p>
<p>b) Trovas não fazeis como provençal</p>
<p>mas como Bernardo, o de Bonaval.</p>
<p>O vosso trovar não é natural.</p>
<p>Ai de vós, com ele e o Demo aprendestes.</p>
<p>Em trovardes mal, vejo eu o sinal</p>
<p>das loucas ideias em que empreendestes.</p>
<p>Por isso, D. Pero, em Vila-Real,</p>
<p>Fatal foi a hora em que tanto bebestes.     (D. Afonso X, o Sábio)</p>
<p>c) Ai flores, ai flores do verde ramo,</p>
<p>se sabedes novas do meu amado?</p>
<p>Ai, Deus, onde ele está?           (D. Dinis)</p>
<p>d) Ai, dona feia, foste-vos queixar</p>
<p>de que nunca vos louvei em meu trovar;</p>
<p>e umas trovas vos quero dedicar</p>
<p>em que louvada de toda maneira sereis;</p>
<p>tal é o meu louvar:</p>
<p>dona feia, velha e sandia!          (João Garcia de Guilhade)</p>
<p>____________________________________________________________</p>
<p><span style="color: #ff0000;">Gabarito</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">a. cantiga de amor</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">b. cantiga de maldizer</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">c. cantiga de amigo</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">d. cantiga de escárnio</span></p>
<p>______________________________________________________________</p>
<p>ANEXO D – SÍNTESE DAS CARACTERÍSTICAS DAS CANTIGAS  TROVADORESCAS</p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="88" valign="top">Cantigas de amor</td>
<td width="88" valign="top">Cantigas de amigo</td>
<td width="88" valign="top">Cantigas de escárnio</td>
<td width="88" valign="top">Cantigas de maldizer</td>
</tr>
<tr>
<td width="88" valign="top">O trovador assume o eu-lírico masculino: é o homem   quem fala.</td>
<td width="88" valign="top">O trovador assume o eu-lírico feminino: é a mulher   quem fala.</td>
<td width="88" valign="top"></td>
<td width="88" valign="top"></td>
</tr>
<tr>
<td width="88" valign="top">O objeto é sempre uma dama, “se-nhor”.</td>
<td width="88" valign="top">O objeto é o ami-go: namorado ou amante.</td>
<td width="88" valign="top">Os objetos são pessoas, costu-mes e aconteci-mentos sem   reve-lação da identida-de da pessoa en-volvida</td>
<td width="88" valign="top">O objeto são pessoas, costumes e acontecimentos com   identificação da pessoa envol-vida</td>
</tr>
<tr>
<td width="88" valign="top">O objeto é idealizado pelas suas qualidades físicas,   morais e sociais: beleza, bondade, lealdade, conheci-mento social.</td>
<td width="88" valign="top">O objeto é caracterizado pelas su-as qualidades   ne-gativas: mentiroso, traidor, desleal.</td>
<td width="88" valign="top">Censura indireta aos vícios ou defeitos, através de   ironia e sarcarmos.</td>
<td width="88" valign="top">Censura e ridicularização direta à defeitos e   vícios.</td>
</tr>
<tr>
<td width="88" valign="top">Expressa sentimentos de dor e mágoa por amar uma   mulher inascessícel.</td>
<td width="88" valign="top">Expressa os sentimentos femininos de saudades pela   ausência do amigo o namorado ou amante.</td>
<td width="88" valign="top">Utiliza linguagem bem popular, com duplo sentido e   humorístico.</td>
<td width="88" valign="top">Utiliza linguagem grosseira, de sentido direto e, às   vezes, obsceno.</td>
</tr>
<tr>
<td width="88" valign="top">O cenário é a na-tureza e a corte</td>
<td width="88" valign="top">O cenário é o campo, o mar e a casa</td>
<td width="88" valign="top"></td>
<td width="88" valign="top"></td>
</tr>
<tr>
<td width="88" valign="top">Sua origem é pro-vençal.</td>
<td width="88" valign="top">Teve origem na Península Ibérica.</td>
<td width="88" valign="top"></td>
<td width="88" valign="top"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os principais recursos poéticos empregados pelos trovadores são:</p>
<p>Refrão – o mesmo que estribilho, ou seja, a repetição de um ou mais versos em cada estrofe.</p>
<p>Paralelismo – repetição de uma ideia já expressa numa estrofe anterior, com pequenas alterações de palavras.</p>
<p>Tenções – cantigas em forma de diálogo</p>
<p>_____________________________________________________</p>
<p>LEITURA COMPLEMENTAR</p>
<p style="text-align: center;"><strong>O “amor cortês”</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em sociedade tão fechada, de estrutura medieval, o amor – o grande e eterno tema – vai ser uma manifestação de vassalagem feudal, já que as formas de vida e de pensamento são também feudais. O que significa que o feudalismo engendra uma maneira de pensar feudal, como hoje o capitalismo engendra uma maneira de pensar capitalista. O amor trovadoresco, o “amor cortês” (já que é esta sua designação típica), exigia que a mulher que se cantava fosse casada, fundamentalmente porque a donzela não tinha personalidade jurídica, uma vez que não possuía nem terras, nem criados, nem domínios, não era <strong>domina</strong> (“dona”). Em suma: não dispunha de “senhorios”. Ora, o poeta não vai prestar “serviço” a uma mulher que não seja “Senhor”, e nós encontramos extensamente o verbo <strong>servir</strong> como sinônimo de “namorar”, “fazer a corte”, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Aliás, os casamentos entre a gente nobre faziam-se por conveniência e não por amor. Assim, o “amor” era algo de que “senhor” dispunha para conceder ao trovador que, encontrando-se ao seu “serviço”, ela achasse digno de receber o respectivo “galardão”, que podia ir ao extremo limite de favores corporais. Mas o “galardão” podia ser apenas (e era-o geralmente) a pura aceitação pela dama, do pleito de vassalagem do trovador.</p>
<p style="text-align: right;">(TORRES, Alexandre Pinheiro. <em>Antologia da poesia portuguesa. </em>Porto, Lello e Irmão, 1977)</p>
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